Fim do Mais Médicos: Maranhão perderá 710 profissionais e 2,4 milhões ficarão sem atendimento

Uma verdadeira tragédia para a população que mais precisa de atendimento médico. O governo de Cuba anunciou nesta quarta-feira (14) o fim de sua participação do programa Mais Médicos no Brasil.
Em nota divulgada pelo Ministério da Saúde do país caribenho, a decisão é atribuída a questionamentos feitos pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), à qualificação dos médicos cubanos e ao seu projeto de modificar o acordo, exigindo revalidação de diplomas no Brasil e contratação individual.
O maior impacto será na atenção básica nas periferias e cidades menores. Em geral, os médicos cubanos ficam em municípios menores e mais distantes das capitais, onde há menos interesse de brasileiros em ocupar as vagas –pelas regras do programa, médicos brasileiros têm prioridade na seleção, seguido de brasileiros formados no exterior, médicos intercambistas (outros estrangeiros) e, por último, médicos cubanos. O contrato vale por três anos.
Questionada, a Opas disse ter comunicado o Ministério da Saúde na manhã desta quarta-feira, após saber da decisão de Cuba. Ainda não há informações de como deve ocorrer a saída dos profissionais, mas a previsão é que os médicos deixem o país até no máximo 31 de dezembro —antes, assim, da posse de Bolsonaro.
Segundo reportagem do próprio governo federal de junho deste ano, no Maranhão, 2,4 milhões de pessoas são beneficiadas com o trabalho de 710 profissionais. Toda a evolução do atendimento conquistado irá por água abaixo com o fim do programa.

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