Rede questiona medida provisória que extingue DPVAT

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O partido Rede Sustentabilidade questiona no Supremo Tribunal Federal (STF) a Medida Provisória (MP) 904/2019, que extingue o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) e o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas Cargas (DPEM). Na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6262, a legenda pede a concessão de medida liminar para suspender a eficácia da norma editada pelo presidente da República. O relator é o ministro Edson Fachin.

Proteção social

O DPVAT foi instituído pela Lei 6.194/1974 para oferecer coberturas para danos por morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e hospitalares. Em caso de morte, o seguro garante indenização de R$ 13,5 mil, valor que pode ser alcançado também em caso de invalidez permanente, e reembolso de despesas médicas de até R$ 2,7 mil.

Segundo o partido, o seguro é um instrumento relevante de proteção social para cerca de 210 milhões de brasileiros, sejam motoristas, passageiros ou pedestres, pois oferece cobertura por responsabilidade civil para todas vítimas de acidentes de trânsito em território nacional. Afirma, ainda, que parte dos recursos provenientes do DPVAT é destinada ao financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), e que a renúncia de receita sem previsão de outra fonte ofende a responsabilidade fiscal e orçamentária.

Outro argumento apresentado é o da falta dos requisitos de urgência e relevância impostos pela Constituição Federal para a edição de medida provisória e a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro necessária para as propostas legislativas que importem em renúncia de receita pública. A Rede observa que o DPEM está inoperante desde 2016 por ausência de seguradora que o oferte, o que atestaria a falta de necessidade de edição de MP para extingui-lo. Em relação às supostas fraudes apontadas pelo Poder Executivo para a extinção do seguro, a Rede assinala que não foram apresentados dados nesse sentido e que o consórcio do DPVAT é superavitário em R$ 4,75 bilhões.

Leis que criaram mais de 500 cargos comissionados no MP do Maranhão são objeto de ação no STF

A Associação Nacional dos Servidores do Ministério Público (Ansemp) propôs a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6246, no Supremo Tribunal Federal (STF), contra oito leis do Estado do Maranhão que criaram 548 cargos em comissão no âmbito do Ministério Público (MP) estadual. O relator é o ministro Celso de Mello.

A entidade sustenta que foram desrespeitados os princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e da eficiência e inobservados o artigo que trata da obrigatoriedade do concurso público e as hipóteses para a criação de cargos de provimento em comissão. Segundo a Ansemp, há “um movimento nacional de criação exacerbada” de cargos nos Ministérios Públicos dos estados. Além de precarizar as relações de trabalho, a situação, a seu ver, exige a adoção de medidas judiciais em defesa do concurso público e da criação de cargos em comissão somente em circunstâncias excepcionais. No caso do Maranhão, a associação afirma que os cargos de livre exoneração, a partir de 2004, passaram de 233 para 548, enquanto os cargos efetivos aumentaram de 514 para 630.

Ao pedir a concessão de liminar para suspender a eficácia dos dispositivos das oito leis estaduais (Leis 8.077/2004, 8.155/2004, 8.558/2006, 9.397/2011, 9.688/2012, 9.885/2013, 10.539/2016 e 10.675/2017), a Ansemp argumenta que a criação dos cargos sem vínculo efetivo pode comprometer a qualidade do serviço público, em detrimento da constituição de um quadro permanente de servidores.

MP Eleitoral é contra prosseguimento de ações que pedem cassação da chapa de Jair Bolsonaro

O vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques, defendeu, na sessão plenária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dessa terça-feira (26), a improcedência de duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) ajuizadas por coligações e candidatos à Presidência da República nas eleições de 2018 contra o então candidato Jair Bolsonaro, seu vice, Hamilton Mourão, e contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP). Nas ações, os autores alegam que a página do Facebook “Mulheres contra Bolsonaro” foi hackeada e teve seu nome alterado para “Mulheres com Bolsonaro”, sendo que a invasão teve provável participação ou ciência de Jair Bolsonaro. Consta nos processos o pedido de cassação dos mandatos, decretação de inelegibilidade e anulação do pleito eleitoral pela prática de abuso de poder e fraude.

Em sustentação oral, o vice-PGE destacou que o responsável pela invasão não foi identificado e apontou que os autores não apresentaram provas do envolvimento de Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão e Eduardo Bolsonaro no ocorrido. Humberto Jacques enfatizou que o principal elemento apresentado no processo como prova da responsabilidade dos acusados pela alteração do conteúdo da página é o fato de terem repercutido nas redes sociais o suposto apoio recebido, considerando que o conteúdo divulgado no Facebook passou a ser favorável aos então candidatos.

O vice-PGE também argumentou que, para que seja constatado o abuso de poder ou uso indevido de meio de comunicação durante as eleições, é necessário comprovar a gravidade do ocorrido de forma que se confirme que a legitimidade e normalidade da disputa eleitoral foram comprometidas – o que não ocorreu neste caso. “Reprovabilidade não é o mesmo de gravidade. Cometimento de crime não é o mesmo de abuso de poder”, ponderou Humberto Jacques, complementando que não há nada que mostre um desequilíbrio ou uma “mácula” à eleição que justifiquem a procedência das ações e a eventual cassação da chapa.

O relator do caso, ministro Og Fernandes, seguiu o entendimento do vice-PGE e votou pela improcedência das ações. Em seguida, o julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Edson Fachin.

Presidente da Câmara de Barra do Corda e mais 5 são acionados por irregularidade em licitação

Devido a irregularidades em um processo de licitação da Câmara Municipal de Barra do Corda, o Ministério Público do Maranhão ajuizou, em 11 de novembro, Ação Civil Pública (ACP) por ato de improbidade administrativa. O objeto do procedimento licitatório irregular foi a aquisição de gêneros alimentícios, material de expediente e limpeza, no valor de R$ 212.381,27 mil.

Foram acionados o vereador Gilvan José Oliveira Pereira (presidente do Poder Legislativo municipal), Maria de Fátima Gomes de Sousa, Elecir Pereira Queiroz, Rosângela da Silva Lago dos Santos, Núbia Bonfim, Fabiano Dockhorn de Meneses e as empresas N.F. Bonfim Comércio, F.D. de Meneses.

O inquérito civil que resultou na ação por improbidade foi instaurado após denúncia anônima na Ouvidoria do MPMA relatando irregularidades no procedimento licitatório na modalidade Tomada de Preços, realizado no exercício de 2018, pela Câmara Municipal de Barra do Corda.

O Poder Legislativo municipal firmou contrato com a empresa N.F. Bonfim Comércio com valor de R$ 131.292,30 e com a F.D de Menezes no valor de R$ 77.640,00.

IRREGULARIDADES

Após análise da Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça, foram detectadas no procedimento licitatório e no contrato com as vencedoras do certame as seguintes inconformidades: ausência de estudos técnicos que justifiquem as quantidades a serem adquiridas, chamando atenção a quantidade de alguns itens, como alho, sal e pimentão; pesquisa de preços restrita à cotação com fornecedores.

Outros problemas detectados foram cláusulas restritivas, como exigência de apresentação do Certificado de Registro Cadastral no município de Barra do Corda, de Álvara de Localização e Declaração de Superveniência de Fato Impeditivo, limitando o caráter competitivo da licitação. Além disso, o edital previa a necessidade de deslocamento até o município para sua obtenção; cada empresa participante cotou apenas lotes específicos, apesar da natureza da atividade econômica permitir que cotassem todos os lotes do edital.

PARTICIPAÇÃO

De acordo com a ACP da 1ª Promotoria de Justiça de Barra do Corda , o presidente da Câmara de Vereadores, Gilvan Pereira, assinou o contrato com as duas empresas denunciadas. Maria de Fátima Gomes de Sousa, Elecir Pereira Queiroz e Rosângela da Silva Lago dos Santos foram as responsáveis por todos o procedimento licitatório.

“As empresas N.F. Bonfim e F.D. de Meneses, representadas, respectivamente, pelos empresários Núbia Fernandes Bonfim e Fabiano Dockhorn de Meneses, foram agraciadas pelo certame público direcionado, recebendo vultosos valores”, afirmou, na Ação, o promotor de justiça Guaracy Figueiredo.

PENALIDADES

O MPMA pediu ao Poder Judiciário que todos os envolvidos sejam condenados por atos de improbidade administrativa, de acordo com a Lei nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa) e seja decretada a indisponibilidade dos bens deles. Também foi requerida a aplicação das seguintes sanções: ressarcimento integral do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por oito anos, pagamento de multa civil correspondente a duas vezes o valor dos danos causados ou até 100 vezes o valor da remuneração recebida pelo agente público.

Outra penalidade prevista é a proibição de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário pelo prazo de cinco anos.

Homem é preso suspeito de matar pai, mãe e vizinho da mesma família no MA

A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (26) Eraldo Rodrigues da Silva, suspeito de matar um pai, uma mãe e um vizinho da mesma família em Vargem Grande, a cerca de 120 km de São Luís.

Segundo as investigações, o pai de Eraldo teria sido assassinado pelo filho das vítimas, identificado como Domingos Mamede da Silva. Por vingança, Eraldo teria prometido matar os pais de Domingos.

No dia 21 de setembro, Eraldo teria chegado de moto em frente a casa da família de Domingos, no bairro Rosalina, junto com um comparsa. No local, ele teria atirado contra Benedito da Silva Correio, Bela Mamede Silva e Francisco Raimundo Ferreira. Benedito e Bela eram pais de Domingos, enquanto Francisco era um vizinho.

Após ser preso no Povoado Leite, em Presidente Vargas, Eraldo segue negando participação no crime, mas a polícia diz que ele está entrando em contradição nos depoimentos. Ele foi encaminhado para o presídio de Itapecuru Mirim.

A polícia agora procura pela segunda pessoa que estaria na moto no momento do triplo homicídio, mas o suspeito segue foragido.

Em Pio XII, polícia prende homem com plantação de maconha

A polícia prendeu em flagrante na terça-feira (26) na cidade de Pio XII, a 270 km de São Luís, Flávio José Silva da Silva, após encontrar na casa dele uma plantação de maconha.

Segundo a polícia, depois de receber várias denúncias anônimas policiais foram até a residência de Flávio José e confirmaram que ele mantinha uma plantação de maconha em seu quintal.

De acordo com a polícia, a droga estava sendo cultivada no meio de alguns pés de milho, mastruz e outras ervas medicinais, e eram aproximadamente 20 pés de maconha. As plantas foram arrancadas e apreendidas pela polícia.

Flávio José Silva da Silva foi encaminhado para a delegacia de Pio XII, onde ele foi autuado pelo crime de tráfico de drogas.

Homem morre após quebrar o pescoço durante mergulho em rio no MA

Um homem identificado como Antônio Ferreira da Silva, de 53 anos, morreu na segunda-feira (25) após quebrar o pescoço durante um mergulho no Rio Pindaré, em Pindaré-Mirim, a 255 km de São Luís.

Segundo informações, a vítima não teve o cuidado de verificar a profundidade do rio durante um mergulho de cabeça em um local raso. O corpo de Antônio da Silva será enterrado nesta quarta-feira (27).

Do G1MA

Bandidos tentam assaltar agência dos Correios de Alto Alegre do Maranhão

Leandro Silva e Silva e Raimundo Nonato de Morais Viana tentaram assaltar a agência dos Correios em Alto Alegre do Maranhão (MA) — Foto: Divulgação/Polícia Militar

Uma tentativa de assalto a agência dos Correios foi registrada na tarde desta terça-feira (26) no município de Alto Alegre do Maranhão, localizado a 205 km de São Luís. De acordo com a Polícia Militar, dois homens que participaram da ação foram presos logo após o crime.

Segundo a polícia, Leandro Silva e Silva, de 29 anos e Raimundo Nonato de Morais Viana, de 27 anos, chegaram armados em posse de um revólver .38 e uma faca e chegaram a fazer reféns pessoas que estavam no local. Durante o crime, os bandidos tentaram roubar mais de R$ 32 mil reais que estavam na agência.

Os criminosos tentaram roubar mais de R$ 35 mil reais da agência dos Correios de Alto Alegre do Maranhão — Foto: Divulgação/Polícia Militar

Campanha de Bolsonaro teve 11 milhões de santinhos não declarados à Justiça Eleitoral

A análise das contas da campanha de 2018 do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) mostra que os gastos naquele período foram maiores do que o declarado pelo militar à Justiça Eleitoral, além de ter sido financiada em parte por dinheiro público, o que o presidente sempre negou.

Documentos analisados pela Folha de S. Paulo indicam pelo menos R$ 420 mil em gastos não declarados à Justiça na compra de santinhos, adesivos, panfletos e outros materiais para a campanha de Bolsonaro, isoladamente ou em parceria com outros candidatos.

O valor, no entanto, pode ser ainda maior, já que parte das notas fiscais não indicam para quem foi a compra. Esses R$ 420 mil equivalem a 17% de tudo o que Bolsonaro declarou como gasto de sua campanha, R$ 2,46 milhões.

Esses documentos foram entregues à Justiça pelos diretórios estaduais do PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu. Apesar de fornecer os papeis às autoridades, o partido não vinculou os gastos ao militar, que também não acusou ter recebido as doações.

De acordo com a resolução 23.553/2017, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esse material deveria estar registrado na prestação de contas do então candidato, como doação recebida do diretório estadual e com o valor estimado em dinheiro.

Por ter sido eleito, Bolsonaro já teve as contas de campanha analisadas pelo TSE, em dezembro, que as aprovou com ressalvas. O Tribunal determinou a devolução de R$ 8.200 ao erário devido a doações recebidas de fontes vedadas ou não identificadas.

A aprovação, entretanto, não impede eventual verificação de pontos específicos.

Dinheiro público

Apesar de ser uma utilização de verbas legal, o presidente Bolsonaro sempre negou ter recebido dinheiro público para sua campanha em 2018. A análise das notas fiscais feita pela Folha, no entanto, indicam que parte desses R$ 420 mil adveio do fundo eleitoral.

Não é possível identificar a exata fatia de dinheiro público embutida no valor total pelo sistema de prestação de contas do TSE, mas pelo menos os gastos dos diretórios de Minas Gerais e do Paraná são totalmente oriundos do fundão eleitoral, que em 2018 destinou R$ 1,7 bilhão aos candidatos.

Outros três diretórios produziram material eleitoral para Bolsonaro sem vincular diretamente ao presidente, e sem que o militar registrasse a doação recebida em sua própria prestação. São eles: Rio Grande do Norte, Amazonas e Rio de Janeiro.

Esse último estado, reduto político da família Bolsonaro, foi o responsável pela maior quantia, R$ 356 mil. Os documentos indicam que três gráficas produziram para o PSL do Rio 9,8 milhões de materiais gráficos que pediam votos conjuntamente para Bolsonaro, seu filho Flávio, eleito senador, e outros candidatos do PSL.

A prestação de contas da campanha do presidente, no entanto, não registra o recebimento dessas doações. Os únicos diretórios estaduais que o militar declarou ter recebido material de campanha foram São Paulo e Bahia.

Do Congresso em foco

STJ nega pedido da defesa de Lula e mantém data do julgamento da apelação no TRF4

O desembargador convocado para atuar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) Leopoldo de Arruda Raposo negou ontem (20/11), em decisão monocrática, um pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que buscava suspender o julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) da apelação criminal no processo da Operação Lava Jato referente ao sítio de Atibaia (Nº 5021365-32.2017.4.04.7000). Dessa forma, está mantido o julgamento pela 8ª Turma na próxima quarta-feira, dia 27/11, a partir das 9h.

Os advogados de Lula ajuizaram um habeas corpus no STJ requisitando a suspensão do julgamento de uma questão de ordem referente à ordem de apresentação das alegações finais do processo que o TRF4 havia pautado para o dia 30 do último mês de outubro. Raposo concedeu o pedido liminar e o julgamento foi suspenso.

O TRF4 então incluiu na pauta da sessão da 8ª Turma do dia 27/11 o julgamento, de forma conjunta, da preliminar, que versa sobre a apresentação das alegações finais, e da análise do mérito da apelação criminal.

O ex-presidente realizou uma nova petição, através de um agravo regimental, no habeas corpus junto ao STJ, pleiteando uma nova decisão liminar para suspender novamente o julgamento no TRF4.

A defesa alegou a impossibilidade de cisão do julgamento do recurso de apelação para análise separada da tese referente à ordem de apresentação das alegações finais, quando na mesma apelação foram apresentadas outras teses de nulidade processual mais abrangentes. Também apontaram a necessidade de julgamento de todas as apelações que foram protocoladas no TRF4 antes do recurso de Lula, sob pena de suposta violação ao princípio da isonomia e à regra da ordem cronológica de julgamento.

Raposo não conheceu do pedido, mantendo o julgamento marcado para a próxima quarta-feira.

O magistrado apenas determinou que a 8ª Turma do TRF4 aprecie, de forma lógica, as teses apresentadas tanto pela defesa como pela acusação, e abstenha-se de julgar isoladamente do mérito da apelação e das demais questões preliminares a questão preliminar referente à ordem de apresentação das alegações finais.

Para o desembargador convocado, “não há nenhuma razão para que se suspenda o julgamento do recurso de apelação em sua integralidade, o qual foi designado para o dia 27/11/2019”. Ele destacou que a ordem cronológica de conclusão para proferir sentença ou acórdão, prevista no artigo 12 do Código de Processo Civil, não tem natureza absoluta.

“Ademais, se o relator dos autos na origem, no âmbito da sua autonomia na gestão do processo, entendeu que o processo incluído em pauta já se encontra apto para a devida deliberação e julgamento, evidente que retardar a sua resolução para aguardar o julgamento das outras apelações que a defesa menciona – muitas das quais, por certo, ainda não estão prontas para ser julgadas – resultaria, isso sim, em violação aos princípios do devido processo legal e da duração razoável do processo e celeridade procedimental, bem como em violação à necessidade de efetividade da Justiça penal”, complementou Raposo.

Ainda segundo ele, “se a defesa vislumbra numerosos incidentes processuais que podem gerar a absolvição do paciente ou a nulidade total ou parcial do processo, ainda menor razão há que justifique a pretensão de protelar o julgamento do recurso de apelação, que, repise-se, já se encontra apto para apreciação. Tendo isso em vista, não vislumbro nenhum constrangimento ilegal na inclusão em pauta de julgamento da apelação criminal”.

Ex-prefeito da cidade de Cururupu é preso por desvio de verbas públicas, peculato e fraude à licitação

A Polícia Civil do Maranhão, através da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI), cumpriu na segunda-feira (25) um mandado de prisão contra José Francisco Pestana, de 63 anos, ex-prefeito da cidade de Cururupu, a 465 km de São Luís.

Segundo a polícia, o mandado de prisão que foi cumprido em Cururupu refere-se a três sentenças condenatórias transitadas em julgado, com soma de penas que chega a 19 anos de reclusão por desvio de verbas públicas, peculato, fraude à licitação e outros crimes.

O ex-prefeito José Francisco Pestana foi autuado e vai ficar à disposição da Justiça do estado Maranhão.

Famem esclarece sobre uso de recursos dos precatórios do Fundef

A Famem está orientando os gestores municipais sobre a destinação dos recursos dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, Fundef.  A diretoria da entidade entende que o tema está pacificado em Nota Técnica encaminhada pela Procuradoria Geral de Justiça à Famem em outubro deste ano, orientando os gestores públicos a correta aplicação dos recursos financeiros dos precatórios do Fundo.

Na Nota Técnica, a rede de controle da gestão pública no Maranhão se manifesta pela inconstitucionalidade de leis municipais que destinar parte dos recursos para pagamento de salários de professores. No entanto, reconhece a autonomia dos municípios para efetuar os gastos de forma a garantir o interesse público. A rede orienta os gestores para que a movimentação da verba seja feita por meio de conta específica e segundo Plano Estratégico Participativo elaborado por iniciativa das prefeituras.

Os recursos são oriundos do processo no qual a União foi condenada a complementar as transferências realizadas pelo Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental, Fundef, atual Fundeb, referentes ao período de 1998 a 2006, de acordo com a Lei nº 9424/96. O montante destes recursos ultrapassa R$ 361 milhões.

O documento orienta ainda os prefeitos para que utilizem os recursos exclusivamente na Educação e de acordo com a recomendação do Plano Nacional de Educação, capacitando docentes, melhorando a infraestrutura da rede escolar, com a construção de bibliotecas, banheiros e quadras esportivas, e também garantindo o transporte escolar seguro para atendimento dos alunos.  No Maranhão, os gestores estão sendo pressionados a destinar parte do montante para pagamento de profissionais do magistério municipal.

Veja conteúdo da Nota técnica aqui: 

Prefeito de São João de Caru é condenado por improbidade administrativa

A pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), o prefeito de São João de Caru, Jadson Lobo Rodrigues, foi condenado por improbidade administrativa em decorrência de contratação de servidores sem concurso público e pagamento de gratificações sem justificativa em 2016.

A decisão, de 1º de outubro, foi comunicada ao Ministério Público somente em novembro. Proferida pelo juiz Bruno Barbosa Pinheiro, a sentença é resultado de Ação Civil Pública ajuizada, em novembro de 2016, pelo promotor de justiça de Bom Jardim, Fábio Santos de Oliveira. São João de Caru é termo judiciário da Comarca de Bom Jardim.

A ação do Ministério Público do Maranhão foi motivada por representação da Câmara de Vereadores, relatando a concessão de gratificações ilegais a servidores contratados, efetivos e comissionados, aleatoriamente escolhidos pelo prefeito. Em média, as gratificações superavam quase o triplo das remunerações-base dos servidores.

CONDENAÇÃO

Jadson Rodrigues foi condenado ao pagamento de multa correspondente a cinco vezes sua remuneração à época dos fatos, corrigida monetariamente pelo INPC e juros de 1% ao mês, até o pagamento. O valor deve ser transferido ao erário municipal.

Como resultado da condenação, o prefeito também teve seus direitos políticos suspensos por cinco anos.

O gestor municipal está, ainda, proibido de contratar com o Poder Público e receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, mesmo por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, por três anos.

“A prática de tais atos imputados ao senhor Jadson Lobo Rodrigues almejavam a obtenção de proveito eleitoral no pleito de 2016, concedendo deliberadamente gratificações adicionais aos servidores, em incompatibilidade com as receitas municipais, a lei orçamentária e o estatuto dos servidores de São João do Caru”, lê-se na sentença.

Polícia apreende fuzis e carro usado em roubo a bancos no Maranhão

A Polícia Civil do Piauí, através do Greco, apreendeu neste domingo (24), nas cidades de Valença e Monsenhor Gil, cinco fuzis, uma espingarda e munição para as armas. Foi localizado também um veículo usado nos roubos a três agências bancárias na cidade de Tutóia, no Maranhão. Os roubos aconteceram em outubro deste ano.

Segundo o secretário de segurança do Piauí, Fábio Abreu, o grupo foi para o Piauí para preparar ataques a bancos de Teresina e Bacabal, pois seria mais fácil organizar a logística e montar o apoio para os crimes.

A ação contou com o apoio da Segurança Pública do Maranhão e do Rio Grande do Norte. A polícia procura, agora, os integrantes da organização criminosa.

Homem se joga da ponte do São Francisco em São Luís

Na manhã desta segunda-feira (25), um homem cuja identidade não foi revelada se jogou da ponte do São Francisco, em São Luís. Segundo informações, a maré estava seca na hora da tentativa de suícidio.

As primeiras informações dão conta que o homem parou o carro no meio da ponte, sentido São Francisco, e se atirou de uma vez.

Equipes do corpo de bombeiros se deslocaram até o local para efetuar o resgate. O trânsito ficou congestionado no local.

Godofredo Viana | Prefeitura encerra curso de Libras no município

A prefeitura Municipal de Godofredo Viana na gestão Sissi Viana, em parceria com Unidade Regional de Educação de Zé Doca (UREZD), realizou no último dia 23 de novembro (sábado) a cerimônia de encerramento do Curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais) destinado aos profissionais da educação e pessoas da comunidade visando ampliar e facilitar o atendimento dos portadores de deficiência auditiva. As aulas foram ministradas pela professora Cacilda Costa Nascimento, Mestra em Educação, formada em educação especial, Intérprete em Libras e Técnica na URE de Zé Doca.

A supervisora municipal de Educação, Elemquelma Almeida, agradeceu o apoio incondicional do prefeito Sissi Viana, URE Zé Doca e da secretária Municipal de Educação Jocileia Pereira e a participação de todos os alunos do curso.

O Diretor Regional de Educação Ezequiel Vilar, falou da importância da existência das parcerias para o desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem e a garantia do processo de inclusão, “nosso principal objetivo é garantir a inclusão social em todos os setores públicos e não apenas nas escolas, e a pareceria com o município de Godofredo Viana não se encerra com o curso de Libras, pelo contrário, apenas se inicia” frisou Ezequiel Vilar.

Na cerimônia de certificação, além da supervisora Elemquelma Almeida, participaram da mesa diretiva os professores Aurimar Montero (Diretor da Escola Estadual Benedita Jorge), Francisco Gama (Vereador), Lindalva Severo (Vice-prefeita) e Ezequiel Vilar (Diretor da URE Zé Doca). Em suas falas, os integrantes da mesa enfatizaram a importância da inclusão e da representação de educadores em prol de sua prática na sociedade.

Libras é a forma de comunicação e expressão em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.

“As mãos rompem o silêncio e fazem a comunicação de quem não ouve, mas vê sente e se emocionam. SURDOS OUVEM COM OS OLHOS E FALAM COM AS MÃOS. ”

Amapá do Maranhão | Aline Lacerda parabeniza Arthur Pinheiro, o novo presidente do Sindicato de pescadores

No último domingo, dia 24 de novembro, integrantes do Sindicato da pesca de Amapá do Maranhão escolheram a nova diretoria que assumirá a direção da associação. Por unanimidade Arthur Pinheiro Soares foi eleito o novo presidente do Sindicato da pesca (Sindipesca). Para vice-presidente foi eleita Maria das Dores Oliveira Nascimento.  

  

  Aline parabenizou pessoalmente os vencedores e desejou um bom trabalho a dupla: “Quero parabenizar os meus amigos Arthur e Maria das dores pela vitória deste domingo. Tenho certeza que vocês farão um excelente trabalho à frente da colônia e farão jus aos votos obtidos.” Disse. 

  

A vereadora Raimunda Torres também esteve presente e ficou feliz com o resultado: “Tenho certeza que Arthur vai fazer um grande trabalho nesta colônia porque ele tem uma larga experiência administrativa. Estou muito feliz e parabenizo os pescadores pois souberam escolher o melhor” disse.   

 

A nova diretoria tem, por objetivo, conforme o presidente eleito, desenvolver uma atuação forte de maior aproximação com a categoria e lutar para ampliar renda do pescador Amapaense.      

  

O presidente eleito Arthur Pinheiro, agradeceu o apoio recebido e destacou a importância da unidade do movimento sindical. “Vivemos em um dos momentos mais difíceis do país, por isto mais do que nunca temos que lutar pelo fortalecimento e unificação da classe trabalhadora e do movimento sindical”, destacou.    

 

  

Na mesma ocasião, Arthur Pinheiro deu seu total apoio a pré-candidata Aline Lacerda “é um prazer estar com Aline e prometo apoio a sua pré-candidato à prefeita de Amapá do Maranhão, diz Arthur.  

  

De acordo com a ata de apuração, os trabalhos transcorreram em ordem e não foram apresentados protestos ou recursos. 

Congresso tenta aumentar para R$ 4 bilhões verba para candidatos

O Congresso Nacional se articula para derrubar vetos do presidente Jair Bolsonaro à chamada minirreforma eleitoral em sessão conjunta de deputados e senadores marcada para esta terça-feira (26). O principal objetivo dos parlamentares, sobretudo do Centrão, é liberar o aumento do fundo eleitoral, destinado às campanhas municipais de 2020, conforme critérios definidos por eles mesmos. Dirigentes partidários se movimentam para que o valor autorizado ano que vem seja de R$ 4 bilhões, R$ 1,5 bilhão a mais do que o governo havia proposto inicialmente.

Na conta também está incluída a retomada da propaganda partidária na TV e no rádio, aquela exibida inclusive em anos não eleitorais. De acordo com o Ministério da Economia, a medida tem impacto orçamentário de R$ 400 milhões com a compensação fiscal dada às emissoras. Quando extinguiram a propaganda partidária, em 2017, os partidos alegaram que o recurso seria usado no fundo eleitoral.

Líderes partidários também querem derrubar o veto que libera o uso do fundo partidário para o pagamento de multas aplicadas às legendas. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deve se reunir com lideranças nesta segunda para acertar os detalhes da votação. Deputados e senadores voltam a se reunir na quarta para votar 24 projetos de lei que abrem crédito no total de R$ 22,8 bilhões para órgãos do Executivo e Judiciário, além de estados, Distrito Federal e municípios.

Ação do MPMA cobra interdição de abatedouro irregular no município de São Bento

Procuradoria busca condenação de Luizinho Barros por desvio de verbas

O Ministério Público do Maranhão ajuizou, em 20 de novembro, Ação Civil Pública de obrigação de fazer contra o Município de São Bento, representado pelo prefeito Luiz Gonzaga Barros, para que seja interditado o abatedouro irregular que funciona no centro da cidade.

Na Ação, assinada pela titular da Promotoria de São Bento, Laura Amélia Barbosa, também é requerido que o prédio construído para ser o novo abatedouro municipal, no povoado Iguarapiranga (Mangal), seja adequado para entrar em funcionamento.

ENTENDA O CASO

Tomando por base um relatório da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), a Promotoria instaurou, em agosto de 2019, um procedimento administrativo com o objetivo de tomar providências para regular o funcionamento do abatedouro de São Bento.

Segundo o relatório da Aged, o terreno não é murado nem pavimentado, não foram encontrados instrumentos mínimos necessários ao abate, não há câmaras frigoríficas e não existe esterilização de facas e demais instrumentos para as diversas fases de operação, entre outras irregularidades.

Aged informou que tomou as providências cabíveis e fez as recomendações necessárias ao Município, mas não foi atendida.

No dia 28 de agosto, a equipe da Promotoria de São Bento esteve no abatedouro irregular e constatou que as condições descritas no relatório da Aged persistiam.

Em 30 de agosto, o executor de mandados da Promotoria de São Bento vistoriou o local onde deveria funcionar o abatedouro municipal, no povoado Iguarapiranga e relatou péssimas condições de acesso e que o local apresentava aspecto de abandonado.

TENTATIVA DE TAC

Em audiência realizada na Promotoria no dia 17 de setembro, o prefeito Luiz Gonzaga Barros foi perguntado sobre a possibilidade de assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para resolver a situação. O gestor municipal respondeu que não seria necessário, pois o prazo de 30 dias seria suficiente para preparar parte do abate de animais para o abatedouro do povoado Iguarapiranga.

Passados o período prometido pelo prefeito, o abatedouro de São Bento ainda funciona irregularmente no centro da cidade. A equipe da Promotoria, incluindo a promotoria de justiça Laura Amélia, visitou o povoado Iguarapiranga e encontrou o local onde deveria funcionar o abatedouro municipal sem qualquer sinal de início de reforma.

“A Aged e esta Promotoria tentaram resolver o problema de forma resolutiva, mas não deu certo. A esta altura, não resta outra via senão a judicial”, afirmou Laura Amélia Barbosa.

PEDIDOS

Em caráter liminar, o Ministério Público requer que o Município de São Bento seja obrigado a interditar o abatedouro clandestino que mantém no centro da cidade, no prazo de 30 dias. No mesmo período, o novo abatedouro municipal, no povoado Iguarapiranga, deve ser adequado obedecendo as normas do Regulamento Industrial e Sanitário de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Riispoa).

Também em 30 dias, o Município deve criar o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) para dar respaldo legal às atividades do matadouro, e capacitar os manipuladores para que estes adotem medidas de higiene pessoal do estabelecimento e dos instrumentos, visando garantir um produto de boa qualidade e assegurar a saúde do consumidor.

Em caso de descumprimento da medida imposta, o MPMA pede que seja fixada multa pessoal e diária de R$ 20 mil ao prefeito Luiz Gonzaga Barros.

Pai é preso suspeito de tentar abusar sexualmente da filha de 13 anos no MA

Juraci Nascimento Gomes foi preso e levado para Delegacia Regional de Açailândia — Foto: Divulgação/Polícia

A polícia prendeu no último sábado (23) em Açailândia, a 562 km de São Luís, Juraci Nascimento Gomes, de 56 anos, por ser suspeito de tentar abusar sexualmente a sua própria filha, uma adolescente de 13 anos.

Segundo os policiais que registraram o caso, o suspeito teria ido a casa da mãe da adolescente situada no bairro Vila Jacaré, em Açailândia, e no local teria oferecido dinheiro para a mãe da adolescente com o intuito de ter relações sexuais com a sua própria filha. Assustada, a mãe da adolescente, que não teve a sua identidade revelada, fugiu junto com a adolescente e chamou a polícia.

A polícia foi até a casa da mãe da adolescente e no local encontrou Juraci Nascimento dormindo e com sinais de embriaguez. Após ser acordado pelos policiais, o suspeito foi autuado pelo crime de tentativa de estupro.

Juraci Nascimento Gomes foi preso e levado para Delegacia Regional de Açailândia, onde vai ficar à disposição da Justiça.

Vereador de Alto Alegre do Pindaré é acusado de matar desafeto com cinco tiros no Maranhão

O vereador de Alto Alegre do Pindaré, Josiva Oliveira de Lacerda, conhecido como ‘Preto do Ismael’ é suspeito de assassinar um morador identificado como Cleites Sandro Rodrigues, de 37 anos, na noite deste sábado (23).

Alto Alegre do Pindaré fica no noroeste do Maranhão, a cerca de 220 km de São Luís. Segundo um relatório da Polícia Militar, o vereador estava bebendo em um bar no povoado Alzilândia quando encontrou Cleites, que seria seu “desafeto”. Repentinamente, Preto do Ismael teria sacado uma arma e efetuado cinco disparos contra a vítima, que morreu no local.

Informações de testemunhas apontam que a vítima teria se aproximado do vereador para pedir um ‘churrasquinho’, mas foi negado. Logo depois, a vítima teria falado algo que desagradou o vereador e então vieram os disparos. Essa versão ainda é investigada pela polícia.

Após o crime, ‘Preto do Ismael’ fugiu e ainda não foi encontrado. Ele foi eleito vereador de Alto Alegre do Pindaré em 2016 pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB) com 531 votos.

Do Leste Maranhense em Foco

CGU investiga empresas da área de publicidade por pagamentos indevidos

CGU investiga empresas da área de publicidade por pagamentos indevidos

A Controladoria-Geral da União (CGU), por meio da Corregedoria-Geral da União (CRG), instaurou, nesta quarta-feira (20), processos administrativos de responsabilização (PAR) em face das empresas Sagaz Digital Produções de Vídeos e Filmes Ltda., Soundzilla Music Monsters Produções Audiovisuais Ltda., BRVR Filmes Ltda. e Conspiração Filmes S/A. 

O objetivo da ação é investigar supostas irregularidades praticadas entre 2010 e 2014, em contratos celebrados com a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Ministério da Saúde, nos quais as empresas foram subcontratadas e pagaram valores, a título de “Bônus de Volume de Produção”, mediante depósitos em contas de empresas de fachada, sendo os recursos utilizados para o pagamento de vantagem indevida a ex-parlamentar. 

Os fatos haviam sido relatados em Acordo de Leniência celebrado pelas empresas Mullen Lowe e FCB Brasil com a CGU, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF), além de terem constituído objeto de investigação também no âmbito da Operação Lava Jato.

Governo do Maranhão define calendário de pagamento dos servidores estaduais para 2020

O Governo do Maranhão definiu o calendário de pagamento dos servidores públicos do Poder Executivo para 2020. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado na última quarta-feira (20).

De acordo com o governo, caso haja viabilidade financeira, o pagamento poderá ser antecipado. A medida vale para todos os cargos em secretarias, autarquias, fundações, funcionários da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), aposentados, pensionistas e reformados.

A primeira parcela do 13º salário será paga no dia 13 de julho, junto com a remuneração referente ao mês de junho. Já a segunda metade será quitada em 16 de dezembro.

A definição das datas foi realizada no mesmo dia que a Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) aprovou o Projeto de Lei que promove mudanças na previdência dos servidores do estado. O texto aguarda ser sancionado pelo governador do estado, Flávio Dino (PCdoB).

Confira o calendário de pagamento dos servidores estaduais para 2020:

Calendário de pagamento dos servidores estaduais do Maranhão

MêsData
Janeiro3 de fevereiro de 2020
Fevereiro2 de março de 2020
Março2 de abril de 2020
Abril4 de maio de 2020
Maio3 de junho de 2020
Junho3 de julho de 2020
1ª parcela do 13º salário3 de julho de 2020
Julho3 de agosto de 2020
Agosto4 de setembro de 2020
Setembro2 de outubro de 2020
Outubro4 de novembro de 2020
Novembro2 de dezembro de 2020
2º parcela do 13º salário16 de dezembro de 2020
Dezembro4 de janeiro de 2021

MP Eleitoral no Maranhão manifesta-se contra o foro privilegiado em investigação sobre suposto crime cometido por prefeito de São Luís (MA)

O Ministério Público Eleitoral, por meio do procurador regional eleitoral, Juraci Guimarães Júnior, manifestou-se pelo retorno da investigação que tramitava no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para o juízo da 1ª Zona Eleitoral (São Luís/MA), objetivando o julgamento de suposta prática de crime cometido por Edivaldo de Holanda Braga Júnior, prefeito do município de São Luís.

De acordo com os autos, a Secretaria Municipal Extraordinária de Governança Solidária e Orçamento Participativo (SEMGOP) teria contratado o instituto Superior de Educação Continuada (Isec), no valor de R$ 33 milhões, com a finalidade cooptação de votos.

As investigações tramitaram inicialmente perante o juízo da 1ª Zona Eleitoral, que declinou a competência ao Tribunal Regional Eleitoral em razão da especialidade de foro de Edivaldo Holanda Júnior, porém, para o MPF, não se vislumbra, de acordo com a jurisprudência atual do Supremo Tribunal Federal (STF), que o possível crime noticiado tenha sido realizado em razão do cargo ocupado pelo investigado.

O STF restringiu o foro especial a situações em que os crimes tenham sido cometidos durante o mandato parlamentar e desde que os ilícitos tenham sido perpetrados em razão da função. Assim, o Ministério Público Eleitoral manifesta-se pela declinação da competência do TRE no caso, considerando que a apuração dos fatos, envolvendo o possível crime cometido por Edivaldo de Holanda Braga Júnior, deve ser conduzida pelo juízo da 1ª Zona Eleitoral (São Luís/MA).

Para o procurador regional eleitoral substituto, Juraci Guimarães Júnior, “o foro privativo contraria a igualdade de todos perante a lei, dessa forma, os mandatários políticos devem responder na primeira instância como qualquer pessoa”.

Ex-prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite é condenada pela 2ª vez por fraude em licitação

A Justiça condenou, em primeira instância, a ex-prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite, conhecida como “prefeita ostentação”, a seis anos e quatro meses de reclusão no regime semiaberto por superfaturamento em licitação de obras de infraestrutura em estradas vicinais do município. A decisão que condenou Lidiane ainda cabe recurso.

De acordo com o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), mais de R$ 3 milhões foram desviados dos cofres públicos. Lidiane já havia sido condenada antes a 14 anos de reclusão em outro processo por fraude em licitação, além de falsidade ideológica, associação criminosa e crime de responsabilidade. O crime denunciado pelo MP surgiu a partir de uma contratação ilegal no valor de R$ 135 mil de uma empresa especializada em serviços funerários para Bom Jardim. Atualmente, ela recorre em liberdade dessa sentença.

Nessa segunda condenação, além de Lidiane, também foram condenados Humberto Dantas dos Santos, o “Beto Rocha”, Antonio Oliveira da Silva, José Ribamar Oliveira Rego Júnior, Rodolfo Rodrigo Costa Neto, Márcio Magno Ferreira Pontes e Macson Mota Sá. Todos podem recorrer em liberdade da decisão.

Foi determinado pela Justiça que as penas fossem distribuídas dessa forma:

Humberto Dantas dos Santos, o “Beto Rocha” – oito anos e sete meses de reclusão no regime fechado;

Rodolfo Rodrigo – quatro anos e 10 meses de reclusão no regime semiaberto;

Márcio Magno – cinco anos de reclusão no regime semiaberto;

José Ribamar – quatro anos e dez meses de reclusão no regime semiaberto;

Macson Mota – quatro anos e dez meses de reclusão no regime semiaberto;

Antonio Oliveira – quatro anos e dez meses de reclusão no regime semiaberto.

O crime

Segundo o MP, o convênio firmado com a empresa RJ Construções, vencedora da licitação, era de R$ 2,1 milhões, quantia inferior aos R$ 3,5 milhões que foram desviados. O promotor Fábio Santos diz, ainda, que não houve concorrência na licitação e que todo o esquema foi montado para que a RJ Construções fosse beneficiada.

“Beto Rocha” seria o responsável por montar o esquema criminoso para fraudar licitações em Bom Jardim e desviar o dinheiro dos cofres públicos. Uma empresa disposta a participar do esquema era escolhida, vencia a licitação e em seguida os documentos eram falsificados. Os outros réus teriam a seguinte participação no esquema:

Humberto Dantas – Seria o responsável por determinar o nome de quem seria contratado para participar da Comissão de Licitação do Município informando o que ele queria de cada um. Apesar de não ser o prefeito, tinha influência sobre Lidiane Leite, sua companheira e então prefeita municipal.

Lidiane Leite – Era a prefeita à época dos fatos, tendo conhecimento das irregularidades cometidas na licitação, inclusive assinando os documentos necessários para transparecer a legalidade das licitações.

Márcio Magno Ferreira Pontes – Era o presidente da CPL à época dos fatos e confessou que não tinha nenhuma experiência na área afirmando ainda que não cumpriu as determinações legais, como publicação de editais, observância de requisitos essenciais da empresa contratada, dentre outros, e que mesmo assim assinava a documentação toda como se estivessem totalmente de acordo com a legislação. Cada ação era ordenada pelo acusado Antonio Oliveira, cognominado “Zabar”, que, apesar de não ser funcionário do Município, era amigo de Beto Rocha e Lidiane Leite e comandava o setor de licitação.

Antonio Oliveira da Silva, o ‘Zabar‘ – Seria o homem de confiança de Beto Rocha e foi agraciado com vitórias de empresas suas e de aliados em licitações. Para o MP, ele ‘dava as cartas’ no setor de licitação do Município e a RJ Construções LTDA era de propriedade de dois conhecidos seus, os acusados Rodolfo Rodrigo e José Ribamar Oliveira.

Rodolfo Rodrigo e José Ribamar Oliveira – Seriam os proprietários da empresa ganhadora das licitações e sabiam que tudo era realizado de forma ilegal. Eram cúmplices dos demais réus para se beneficiar das verbas que seriam destinadas ao Município pelos contratos entre sua empresa e a Prefeitura.

Após a condenação, todos os réus tiveram os direitos políticos suspensos e deverão reparar os danos aos cofres da Prefeitura de Bom Jardim causados pelo desvio de dinheiro no valor de R$ 3.588.193,27.

Plantação de maconha é destruída pela polícia no MA

Pés de maconha foram encontrados nas proximidades do povoado São Félix em Vitória do Mearim — Foto: Divulgação/Polícia

A Polícia Civil e a Polícia Militar localizaram e destruíram na quinta-feira (21) uma plantação de maconha com mais de dois mil pés da droga no município de Vitória do Mearim, a 178 km de São Luís.

Segundo a polícia, depois receber denúncias anônimos os policiais percorreram mais de 4 km a pé pelo mato para poder encontrar os pés de maconha nas proximidades do povoado São Félix, em Vitória do Mearim.

Parte da droga foi apreendida e levada até a Delegacia de Polícia Civil, de onde foi encaminhada para exame pericial e o restante foi queimado no próprio local.

De acordo com a polícia, ninguém foi preso porque quando os policiais chegaram à plantação o local já estava deserto, mas apesar de não ter havido prisões, um inquérito foi instaurado para apurar quem são os donos da droga e do terreno onde estava a plantação.

Quadrilha é presa suspeita de assaltar fábrica de cerâmica em Itapecuru-Mirim

Quadrilha foi presa por suspeita de praticar roubo em fábrica de cerâmica em Itapecuru-Mirim (MA) — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil do Maranhão prendeu nesta quinta-feira (21) na cidade de Itapecuru-Mirim, localizada a 108 km de São Luís, seis pessoas por suspeita de assalto em uma fábrica de cerâmica ocorrido no mês de setembro deste ano, no mesmo município.

De acordo com as investigações, a quadrilha chegou encapuzada no local, rendeu os funcionários e roubou de R$ 30 mil dos cofres do estabelecimento. Foram presos Aladone Conceição Mendes, Jaceli da Silva Mendes, José Glayson Mendes Ribeiro, Carlos Alberto Rodrigues Mendes, Carlos Augusto Rodrigues Mendes e Hilton Carlos Ferreira Santos.

Durante a operação, a polícia apreendeu drogas e duas armas de fogo em posse José Glayson Mendes e de um menor de idade. Após a prisão, os suspeitos seguiram para a Delegacia Regional de Itapecuru-Mirim e foram autuados por roubo qualificado e associação criminosa.

Turiaçu | Grupo Edésio Cavalcanti cresce dia após dia

Visitando o todo o município, o empresário e líder político, Edésio Cavalcanti que está colocando o seu nome a disposição do povo Turiense como pré-candidato a prefeito, tem recebido importantes adesões ao grandioso projeto de desenvolvimento econômico e social que este pretende levar para Turiaçu a partir de 2021.  

Dessa vez, a liderança comunitária e política do povoado Caxias, Senhor Murica fechou com o grupo do Edésio Cavalcanti, por acreditar que o líder político reúne todas as qualidades que um grande gestor possui.  

Como reconhecimento a sua boa reputação, de homem sério, honesto, de palavras positivas, muitas são as pessoas que estão aderindo ao grupão Avante Turiaçu.  

Edésio tem visitado o município de Turiaçu de norte a sul, de leste a oeste, ouvindo atentamente a sofrida população, que de forma clara demonstra sua total reprovação ao descaso e abandono em que se encontra o município atualmente, onde a grande maioria evidencia sua vontade de ver mudança, não quer e jamais deseja ter a continuação da pífia gestão municipal.  

Edésio Cavalcanti tem envidado todos os esforços possíveis para desde já contribuir com o desenvolvimento de Turiaçu, muitos são os compromissos na capital São Luís, sempre com a pauta de levar  melhorias ao povo Turiense, sua prioridade máxima. 

MPF consegue a condenação do ex-prefeito de Esperantinópolis (MA) por improbidade administrativa

O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu na Justiça a condenação do ex-prefeito de Esperantinópolis (MA) Mario Jorge Silva Carneiro por conta de irregularidades na prestação de contas de recursos repassados ao município pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O MPF destaca que os recursos, no valor de R$ 80 mil, foram repassados no exercício de 2011, para utilização no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). O prazo para a prestação de contas, 30 de abril de 2013, foi desobedecido pelos gestores do município. De acordo com o art. 11º, inciso VI, da Lei de Improbidade Administrativa, “deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo” configura ato de improbidade.

Assim, a Justiça Federal determinou que Mario Jorge Silva Carneiro tenha os direitos políticos suspensos pelo prazo de três anos e seja proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo mesmo prazo. Além disso, deverá pagar multa civil no valor equivalente a duas remunerações suas à época dos fatos.

MPF vai à Justiça para obrigar restauração de trecho da BR-158 entre Redenção e Santana do Araguaia (PA)

Três imagens, sendo que duas delas mostra grandes buracos na pista, e uma mostra ponte de madeira com muitos vãos e rachaduras, e sem mureta de proteção lateral.

Pela BR-158, no Pará, são escoados, todos os anos, 1,3 milhão de toneladas de soja e milho do Vale do Araguaia para o Porto de Ponta da Madeira, no Maranhão. Mas o corredor viário está cada vez mais perigoso pela precária condição de conservação da estrada, que provoca acidentes e assaltos. A situação é tão grave que levou o Ministério Público Federal (MPF) a pedir à Justiça Federal em Redenção (PA) que obrigue o governo federal, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a recuperar com urgência o trecho da rodovia entre Redenção e Santana do Araguaia, no Pará.

As condições de trafegabilidade precárias da rodovia expõem diariamente os motoristas a graves riscos. Uma das maiores preocupações é com o estado das pontes da estrada, já que algumas estão sem a largura necessária, são feitas de madeira e sem as proteções laterais. As condições perigosas foram constatadas em relatórios da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em documentos dos municípios cortados pela BR-158, e em laudo próprio do MPF.

A rodovia “não conta com acostamento ao longo da sua extensão, sistema de iluminação pública quase que inexistente, principalmente nos trechos urbanos, as pontes em sua maioria são de madeira e não oferecem largura para passagem concomitante de mais de um veículo com outro veículo em sentido contrário, não tem sinalização de estreitamento de pista, gerando perigo de colisão frontal (…) a grande maioria das pontes é improvisada, de madeira, com obras inacabadas de pontes ao lado, além de praticamente não existir sinalização vertical ou horizontal no trecho”, diz o relatório da PRF citado na ação judicial do MPF.

Mesmo estando em tais condições, o Dnit já gastou, desde 2006, mais de R$ 125 milhões em recursos federais, com contratos para restauração e conservação da estrada. “É possível concluir que embora já liberados, desde pelo menos 2006, mais de R$ 125 milhões em recursos federais, a rodovia continua em precárias condições de trafegabilidade e segurança, com graves problemas de manutenção e restauração em diversos segmentos e com algumas pontes que, além de só comportarem a passagem de um veículo por vez (aumentando o risco de acidentes de trânsito e de assaltos na via), possuem estrutura de madeira totalmente incompatível com o intenso tráfego de automóveis e de caminhões biarticulados e com grandes cargas que precisam circular pela região, sem contar as estruturas de obras inacabadas verificadas nas diligências realizadas pela PRF e por servidor do MPF, em claro prejuízo ao patrimônio público federal”, diz a ação judicial.

Na ação, ajuizada esta semana na Justiça Federal de Redenção, o MPF pede que o Dnit seja obrigado a elaborar, no prazo máximo de 30 dias, um diagnóstico sobre as condições da BR-158, acompanhado dos devidos estudos técnicos, e com o consequente planejamento e cronograma para a recuperação da estrada e de todas as pontes que ligam Redenção a Santana do Araguaia.