Prefeitura de Boa Vista do Gurupi decreta situação de emergência; Mais de 650 desabrigados

Após as chuvas, várias casas foram atingidas pelo volume de água em Boa Vista do Gurupi — Foto: Ascom/Prefeitura de Boa Vista do GurupiA Prefeitura de Boa Vista do Gurupi decretou Situação de Emergência neste domingo (31) após as fortes chuvas que atingem o município, que fica a 237 km de São Luís. O rio Gurupi transbordou. Os alagamentos atingiram casas e prejudicam o trânsito na cidade.

A Prefeitura estima que mais de 650 pessoas estão desabrigadas e vivendo provisoriamente em igrejas, escolas e outros prédios públicos. As aulas da rede pública foram canceladas e vários danos materiais foram registrados.

“A situação está insustentável e por isso estamos tomando todas as providências legais seguindo orientações da Defesa Civil”, afirmou o prefeito Antonio Batista.

Município de Boa Vista do Gurupi decretou situação de emergência após fortes chuvas — Foto: Divulgação/Prefeitura de Boa Vista do Gurupi

Fonte: G1MA

Joaquim Figueiredo mantém desbloqueio de bens de Eric Costa

Joaquim Figueiredo mantém desbloqueio de bens de Eric CostaO presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Joaquim Figueiredo, manteve o desbloqueio de bens do prefeito de Barra do Corda, Eric Costa (PCdoB), num caso de R$ 412 mil envolvendo o célebre empresário Fabiano de Carvalho Bezerra, além da não menos famosa Vieira e Bezerra Ltda (atual F.C.B Produções e Eventos Ltda), com nome fantasia de F&F Produções e Eventos.

A decisão é do último dia 20, ao inadmitir recurso especial cível interposto pelo Ministério Público visando a reforma da decisão proferida no ano passado pela Quinta Câmara Cível da Corte estadual, por unanimidade, pela rejeição dos embargos de declaração interpostos pelo Parquet contra a determinação pelo desbloqueio dos bens do comunista.

Para os magistrados da Corte estadual, a concessão de tutela antecipada é medida extrema que deve ser negada em razão de, no entendimento deles, não haver ficar sido demonstrado que o prefeito de Barra do Corda praticou ato de improbidade administrativa, fazendo-se necessária a instrução probatória para melhor esclarecimento dos fatos narrados da representação.

Eric Costa teve decretada, liminarmente, a indisponibilidade dos bens em abril de 2017, no bojo de uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa ajuizada pela Promotoria de Justiça de Barra do Corda.

Segundo as investigações, no início do primeiro mandato de prefeito, ele utilizou os recursos de um convênio firmado com a Secretaria de Cultura do Maranhão, objetivando a realização das festividades de Carnaval do município, para direcionar o contrato à empresa de Fabiano Bezerra, por meio de uma serie de irregularidades, causando prejuízo ao erário.

O empresário e a empresa de eventos são conhecidos da Polícia Federal (PF) e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) por fazerem parte da organização criminosa que assaltou os cofres públicos de Anajatuba, segundo a Operação Attalea, protagonizando o início do quadro “Cadê o dinheiro que tava aqui?”, do Fantástico, Rede Globo.

Ambos também estão entre acionados pelo MP-MA na ação civil pública contra Eric Costa.

Fonte: Atual7

Obra na MA-135, já deteriorada, teve aditivo de R$ 2 milhões antes do prazo legal

Obra na MA-135, já deteriorada, teve aditivo de R$ 2 milhões antes do prazo legalEntregue no dia 15 de janeiro deste ano pelo governador Flávio Dino (PCdoB), mas com asfalto já se desmanchando menos de três meses depois, a obra de pavimentação da MA-315, que liga Barreirinhas até Paulino Neves, ganhou um aditivo de R$ 2 milhões antes do prazo legal.

A informação, divulgada inicialmente pelo jornal O Estado, consta numa ação popular protocolada pelo deputado federal Edilázio Júnior (PSD) na Vara de Interesse Coletivo e Difuso de São Luís, na semana passada, contra a gestão comunista.

Segundo levantamento feito pela assessoria técnica no parlamentar, a obra teve valor original superior a R$ 9 milhões, com prazo para conclusão dos 38 quilômetros da ecorodovia em nove meses.

Na agência de notícias do Palácio dos Leões, é informado que, pelo dispêndio, a MA-315, que faz parte da Rota das Emoções, “recebeu pavimentação em TSD, garantindo mais segurança e aderência, principalmente no período chuvoso, além de drenagem superficial e sinalização vertical e horizontal”.

Contudo, seis meses após a assinatura do contrato – que corresponde a oito meses da apresentação de tabela de preços, houve a assinatura do aditivo milionário, indicando possível superfaturamento na obra comprovadamente mal executada, conforme mostram diversas fotos e vídeos compartilhados nas últimas semanas em redes sociais e grupos de WhatsApp.

Para Edilázio, o novo acordo é irregular. Ele argumenta que, segundo previsto no contrato, qualquer alteração de preços somente poderia ter sido feita 12 meses após a apresentação dos valores para a obra que estava em disputa.

Outra irregularidade exposta na ação pelo deputado do PSD diz respeito à apresentação de relatório da obra ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Pelo documento, a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) já recebeu a obra e todo o processo foi concluído.

No entanto, segundo o Portal da Transparência do governo Flávio Dino, foram pagos à Construtora Sucesso S.A., responsável pela obra, cerca de R$ 9,1 milhões, faltando ainda o pagamento do aditivo apontado como ilegal.

Sobre a ecorodovia já está deteriorada, contradizendo a própria informação oficial, ao jornal O Estado, a Sinfra colocou a culpa nas chuvas, numa empresa eólica de trafega pelo local e até nas dunas pelos danos na estrada.

Fonte: Atual7

Enfermeiro de 29 anos morre em acidente na Avenida dos Franceses a caminho do trabalho

Um enfermeiro identificado como Márcio Ferreira Araújo, 29 anos, morreu na manhã deste domingo (31) em um acidente de trânsito na Avenida dos Franceses, no bairro Vila Palmeira, em frente ao Departamento de Trânsito do Maranhão (Detran-MA). A vítima pilotava uma moto e teria tentado desviar de um veículo, mas acabou indo parar debaixo de um caminhão de placa KKQ-8064.

Segundo o 9° Batalhão de Polícia Militar, o enfermeiro estaria indo cumprir plantão em um hospital de São Luís. Chovia no momento do acidente e o asfalto estava molhado, o que pode ter facilitado a colisão.

O condutor do caminhão, identificado por Francisco Alexandre da Silva, foi conduzido até um plantão de polícia para prestar depoimento.
Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA) manifestou profundo pesar pela morte do enfermeiro Márcio Ferreira Araújo. “O Coren-MA externa sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão neste momento de dor e saudade”.

Ministério Público ingressa com 17 ações em São João Batista por acúmulo ilegal de cargos

Promotoria de São João BatistaA Promotoria de Justiça de São João Batista acionou, no último dia 22, 17 servidores públicos por acúmulo ilegal de cargos. Duas ações foram propostas por conta do acúmulo de cargos inacumuláveis; outras três referem-se a vereadores que acumulam ilegalmente três remunerações; e as 12 ações restantes tratam de professores que acumulam três matrículas no serviço público.

Na primeira situação estão as ações contra Adelmar Costa Júnior e Manuel José Cutrim Neto. Costa Júnior acumula os cargos de agente de administração e de professor. Já Cutrim Neto recebe pelos cargos de auxiliar administrativo e professor. O cargo de professor só pode ser acumulado com cargos técnicos que tenham exigências técnicas ou científicas específicas, o que não é o caso dos dois acionados.

Já os vereadores Tales Lima Pinheiro, Valdez Diniz Junior e Zilmara Gisely Lindoso Serra foram acionados por acumularem o cargo eletivo com outros dois de professor. No caso de Tales Pinheiro e Zilmara Lindoso, todos os vínculos são com o Município de São João Batista. Já Valdez Junior possui um vínculo de professor na rede municipal e outro com o Estado do Maranhão, além de receber os vencimentos como vereador.

Ao assumir o cargo na Câmara Municipal, os três vereadores deveriam ter requerido licença em um dos cargos. Além da vedação legal de acúmulo de três cargos públicos, o somatório das cargas horárias chega a 80 horas semanais, o que tornaria inviável a atuação nos três cargos.

No caso da acumulação de três cargos de professor, foram acionados Ana Lúcia Moreno Fonseca, Arimossene Matos Cutrim, Jaqueline Alves Serra Freire, Jocielson Sergio dos Santos, Keila dos Santos Cutrim, Maria da Purificação Nunes Costa, Marinilde de Campos Diniz, Mauro Sérgio Serra Santos. Raimundo Nonato Aguiar Santos, Rosangela Pinto Costa, Vandelson Pinto Santos e Yolanda Castro Serra.

Os professores acumulam cargos nos municípios de São João Batista, São Vicente Férrer, Cajapió e Olinda Nova, além do Estado do Maranhão. Em alguns casos, os acúmulos de cargos se estendem há décadas. Manuel José Cutrim Neto, por exemplo, está nessa situação desde agosto de 1982.

INVESTIGAÇÃO
A Promotoria de Justiça de São João Batista instaurou um procedimento administrativo para apurar a existência de acúmulos indevidos de cargos públicos em 2017. Ao encontrar 36 possíveis casos, o Ministério Público solicitou informações sobre as providências adotadas pelo Município. A Prefeitura afirmou estar finalizando um recadastramento, que daria a dimensão exata da situação e tomaria as providências legais cabíveis.

Em 18 de outubro de 2017, o Município instaurou, após requisição da Promotoria, uma Comissão de Processo Administrativo Disciplinar para apurar as irregularidades. Essa comissão, no entanto, foi dissolvida e outra foi formada, que chegou a intimar os servidores para apresentar defesa ou fazer a opção sobre em qual cargo gostaria de permanecer.

“Surpreendentemente, o gestor municipal editou portaria, em 20 de março de 2018, anulando todos os atos praticados pela comissão e o processo administrativo para apurar os casos de acúmulo ilegal de cargos foi paralisado”, afirma o promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo.

O Ministério Público também notificou diretamente os servidores públicos, para que fizessem a opção em até 10 dias, sob pena de responsabilização por ato de improbidade administrativa. A situação configura enriquecimento ilícito, além de ir de encontro aos princípios constitucionais da legalidade e da moralidade na administração pública.

Nas Ações, o Ministério Público requer a condenação dos 17 citados à perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento do dano em valores atualizados, perda de todos os cargos em acúmulo ilegal, suspensão dos direitos políticos de oito a 10 anos, pagamento de multas de até três vezes o valor do dano e de 100 vezes o valor da remuneração recebida, além da proibição de contratar ou receber benefícios do Poder Público pelo prazo de 10 anos.

PGJ não vai se manifestar sobre tentativa da SSP de investigar desembargadores

A Procuradoria Geral de Justiça afirmou que não irá se manifestar acerca das declarações dadas pelo ex-chefe da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), delegado Tiago Bardal, que tratam da tentativa de investigar desembargadores do Maranhão.

As informações reveladoras vieram à tona durante o depoimento de Bardal ao juiz da 2ª Vara Criminal de São Luís, José Ribamar D’Oliveira Costa Júnior, ocorrido em março.

De acordo com a PGJ, o órgão ministerial não recebeu qualquer tipo de comunicação oficial a respeito do caso e, por isso, preferiu não comentar o episódio.

Ao ser procurada novamente para tratar do assunto, a Procuradoria disse que irá respeitar a independência funcional e os princípios do juiz e promotor que atuam no caso e que cabe a eles tomarem qualquer providência.

“Informamos que, em respeito ao princípio da independência funcional e aos princípios do juiz e promotor natural, compete ao juiz e promotor que atuam no caso a tomada das providências devidas em relação às declarações relatadas pelo réu em juízo”.

Entenda o caso

Em meados do mês de março, Tiago Bardal prestou depoimento à 2ª Vara Criminal de São Luís, onde revelou que o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, mandou investigar, pelo menos 4 desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão.

No relato, o ex-chefe da Seic falou que a pedido de Portela, o Ministério Público representou contra um magistrado na Corregedoria Nacional de Justiça.

Fonte: Neto Ferreira

Ministério Público aciona ex-prefeita e mais sete pessoas por improbidade administrativa em Matões

Matões 1 reduzidaA Promotoria de Justiça de Matões ingressou, na última quinta-feira, 28 de março, com uma Ação Civil Pública por atos de improbidade administrativa contra a ex-prefeita Suely Torres e Silva e mais sete pessoas, além de uma empresa. A ação é baseada em um processo licitatório realizado em 2016.

Também figuram na Ação Antônio Layl da Silva Ribeiro (ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação e pregoeiro), Izaías Ferreira de Carvalho, Luiz da Cruz Barros (ex-membros da CPL), Inácio Joaquim Terceiro de Carvalho (ex-secretário municipal de Educação), Rafael Guimarão Viana (procurador-geral do Município), os empresários Cícero Silva de Carvalho e João Silva de Carvalho, além da empresa C J Comércio de Alimentos Ltda. – ME.

O pregão presencial n° 17/2016, para aquisição de gêneros alimentícios para a merenda escolar, tinha o valor estimado de R$ 1.456.435,25 e teve três empresas vencedoras. Uma análise realizada pela Assessoria Técnica do MPMA apontou uma série de irregularidades no processo licitatório.

O processo foi iniciado por um ofício do secretário municipal de Educação, solicitando a aquisição de gêneros alimentícios, emitido em 1° de janeiro de 2016, data que é feriado nacional, o que seria indício de “montagem” da licitação. Além disso, do processo de cotação de preços para embasar a licitação não constam os orçamentos dos fornecedores.

O procedimento também não traz declarações do ordenador de despesas a respeito da adequação do aumento de despesas à Lei Orçamentária Anual (LOA) e compatibilidade com o Plano Plurianual (PPA) e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Também não há aprovação do termo de referência pela autoridade competente nem a comprovação de publicação do aviso de edital no Diário Oficial do Estado e nem do resumo do edital em jornal de grande circulação e na internet.

Inconsistências também foram apontadas no edital da licitação, na qual não há exigência de uma série de documentos previstos pela Lei de Licitações (8.666/93), como as provas de regularidade junto à Fazenda Estadual e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o valor cobrado pelo edital (R$ 100), muito maior do que o custo de sua reprodução.

Além disso, o documento exige a apresentação de Certidão de Registro Cadastral emitida pela CPL de Matões, o que contraria a legislação. Para a promotora de justiça Patrícia Fernandes Gomes Costa Ferreira, a exigência do documento restringiu a competitividade, já que empresas não registradas junto ao órgão seriam automaticamente desclassificadas.

Outro indício de “montagem” do processo licitatório é o fato da Certidão Negativa de Dívida Ativa com a Fazenda Estadual da CJ Comércio de Alimentos Ltda ter sido emitida em 4 de fevereiro de 2016, um dia depois da sessão do pregão. De acordo com a autora da ACP, o documento deveria estar anexado na fase de habilitação, antes da sessão do pregão presencial, “o que demonstra indícios de montagem do processo licitatório”.

Por fim, os extratos dos contratos n° 31, 32 e 34/3016, decorrentes do pregão, foram publicados na imprensa oficial foram do prazo. Os contratos foram assinados em 15 de fevereiro e publicados somente em 26 de dezembro de 2016. Já do contrato n° 33 não consta a publicação na imprensa oficial.

Na ACP, o Ministério Público requer que seja determinada, em medida liminar, a indisponibilidade dos bens dos envolvidos. Além disso, foi pedida a condenação de Suely Torres e Silva, Antônio Layl da Silva Ribeiro, Izaías Ferreira de Carvalho, Luiz da Cruz Barros, Inácio Joaquim Terceiro de Carvalho, Rafael Guimarão Viana, Cícero Silva de Carvalho João Silva de Carvalhoe da C J Comércio de Alimentos Ltda. – ME por improbidade administrativa.

Entre as penalidades previstas estão o ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multas de até duas vezes o valor do dano e de até cem vezes o valor da remuneração recebida pelo agente, além da proibição de contratar ou receber benefícios do Poder Público pelo prazo de cinco anos.

Assaltante que usava farda da PM nas redes sociais é preso em São Luís

A Polícia Militar diz que José Wellington não é PM e tem passagens por tráfico e associação criminosa — Foto: Divulgação/Polícia MilitarEquipes do 21º Batalhão da Polícia Militar prenderam na manhã deste domingo (31) José Wellington da Conceição Silva, na região do Mangue Seco, em Pedrinhas, zona rural de São Luís. De acordo com a PM, ele tem passagens por tráfico de drogas, associação criminosa e estaria envolvido em assaltos na região.

Ainda segundo a PM, José Wellington era conhecido porque postava várias fotos nas redes sociais usando arma e fardamento da Polícia Militar. Após ser preso em casa, José foi conduzido e apresentado no plantão da Polícia Civil da Cidade Operária. A polícia também vai investigar se ele chegava a usar a farda da PM durante os assaltos.José Welligton foi preso em casa, que fica na zona rural de São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Militar

Fonte: G1MA

Adolescentes fogem de unidade de ressocialização em São Luis

Quatro adolescentes fugiram na manhã desta segunda-feira (1º) da unidade da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), no bairro São Cristóvão, em São Luís.

Segundo o tenente-coronel Aritanã, pertencente ao 6º Batalhão da Polícia Militar do Maranhão (6ºBPM-MA), inicialmente oito internos saíram das suas celas, mas durante as buscas quatro foram encontrados. Já os outros quatro pularam o muro da instituição e fugiram. “A fuga foi registrada às 9h e quatro deles já foram recapturados nas dependências da própria Funac”.

O tenente-coronel Aritanã disse também que durante a fuga os internos mantiveram alguns monitores presos. “Eles prenderam os monitores que tomam conta deles em uma das celas para que pudesse facilitar a fuga”, contou.

O militar disse também que os policiais já iniciaram as buscas a fim de tentar recapturar os outros quatro internos que fugiram. “O 6º Batalhão da Polícia Militar que é subordinado ao CPAM2 já iniciou as buscas nas redondezas a fim de recapturar os outros quatro adolescentes”, finalizou o tenente-coronel Aritanã.

Por meio nota, a Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) informou que nesta segunda houve um tumulto no Centro Socioeducativo de Internação do bairro São Cristóvão, que resultou na fuga de quatro adolescentes e que a Polícia Militar foi acionada para realizar as buscas.

Leia a íntegra da nota:

“A Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) informa que nesta segunda-feira (01/04) houve um tumulto no Centro Socioeducativo de Internação do São Cristóvão, que resultou na fuga de quatro adolescentes. A Polícia Militar foi acionada para realizar as buscas. Neste episódio, dois servidores foram feitos reféns e sofreram arranhões. Não houve dano material. A Funac vai apurar administrativamente os fatos e adotar as medidas necessárias”.

Fonte: G1MA

Buracos na MA-101 causa prejuízos para motoristas e passageiros no Maranhão

Na rodovia MA-101, entre Carutapera e Cândido Mendes, os motoristas têm sofrido para transportar passageiros. A rodovia é o único acesso a BR 316, mas as péssimas condições da estrada causam prejuízos, fazem o preço da passagem subir e atrasam as viagens.
Uma operação emergencial chegou a ser feita a cerca de dois a três meses com tapa buracos , mas em muitos pontos o serviço não resistiu às chuvas e os buracos voltaram a causar transtornos. Segundo alguns motoristas, para percorrer um trecho de 100 quilômetros é gasto até 05 horas, mas se a rodovia estivesse em boas condições, o tempo cairia pela metade.
“Tá bastante ruim mesmo. Não nos culpem pelo atraso na viagem”, afirmou um motorista em uma rede social.
O trecho mais critico está localizado entre as cidades de Luis Domingues e Godofredo Viana,num percusso de 19 quilômetros motoristas chegam a gastar até 45 minutos,oque antes era apenas 14 minutos.
Nesta semana uma boieira chegou a estourar devido uma erosão e ameaçou cortar a MA-101. Um trabalho emergencial foi feito e o fluxo segue hoje normalmente.

Em depoimento, Bardal diz que Portela mandou engavetar Caso Décio Sá

O ex-chefe da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), Tiago Bardal, delatou em oitiva na 2ª Vara Criminal de São Luís, no último dia 12, que o secretário estadual de Segurança Pública, Jefferson Portela, mandou engavetar investigações relacionadas ao Caso Décio Sá.

A informação foi divulgada com exclusividade, nesta quinta-feira 28, que já havia divulgado ontem outro trecho do depoimento de Bardal, sobre investigações envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Blogueiro e jornalista do jornal O Estado, Décio Sá foi executado com seis tiros de pistola .40, de uso exclusivo das forças armadas, na noite de 23 de abril de 2012, em um bar na orla da capital, devido a uma série de publicações em seu blog sobre a máfia da agiotagem no Maranhão. 
Dos 12 denunciados pelo crime, apenas dois já foram condenados e ainda estão presos.

Segundo depoimento de Tiago Bardal, houve um pedido de reabertura do caso pela Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), com base numa representação feita pelo então deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB). Portela, porém, diz Bardal, com receio de que Cutrim fosse promovido eleitoralmente com o eventual avanço das investigações em supostos novos co-autores do crime, determinou a não instauração de qualquer procedimento investigatório.

“Jefferson Portela pega a pastinha que veio da Procuradoria [Geral de Justiça] e fala: isso aqui você vai levar pra Seic e você vai engavetar. Aí eu falei porque doutor? Porque nós estamos em ano de eleição, vai chegar eleição e Cutrim só quer isso para se aparecer, se a gente conseguir chegar em nome de outras pessoas realmente, o nome do Cutrim que vai pra cima e ele vai se reeleger. Para com a investigação”, delatou.

O ex-chefe da Seic, considerado homem-bomba por aliados do Palácio dos Leões em razão das revelações no depoimento, disse a ordem não foi obedecida, e a investigação sobre o Caso Décio Sá avançou, mesmo contra a vontade de Portela.

Empreiteiro

De fato, como mostrou o ATUAL7 há cerca de duas semanas, depoimentos tomados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, e pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), que integra a Seic, apontam para o envolvimento de pessoas da construção civil na execução de Décio Sá.

Segundo a documentação, diversas pessoas já foram ouvidas pela força-tarefa, dentre elas o empresário José Raimundo Chaves Júnior, o Júnior Bolinha; o policial militar Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita; e um empreiteiro maranhense.

Esse empreiteiro, inclusive, por meio de um habeas corpus, conseguiu acesso à integra da investigação, após sua defesa perceber que, apesar de inserido na apuração como testemunha, estava, na verdade, sendo alvo do Gaeco e DCCO como possível mandante do crime.

Fonte: Atual7

Força-tarefa recupera mais de R$ 195 milhões de tributos sonegados no MA

Força-tarefa de combate à sonegação fiscal formada pelas Promotorias de Justiça Regionais de Defesa da Ordem Tributária e Econômica, Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e Procuradoria Geral do Estado (PGE) conseguiu recuperar mais de R$ 195 milhões aos cofres públicos.

O valor, segundo divulgado nesta quinta-feira 28 no site do Ministério Público do Maranhão, corresponde ao recolhido desde o mês de novembro de 2018, e se refere a débitos de ICMS que eram declarados e não recolhidos ao Estado pelas empresas, cujo montante ultrapassa R$ 1,6 bilhão.

Segundo o promotor de justiça Cláudio Rebêlo Correia Alencar, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Pública e da Probidade Administrativa (CAOp ProAd), a força-tarefa encaminhou no ano passado quase 37, 5 mil notificações, por via eletrônica, aos contribuintes inadimplentes. Desse total, quase 6,2 mil regularizaram seus débitos, o que propiciou a recuperação ao erário.

Quanto aos débitos restantes, cujos valores superam R$ 1,4 bilhão, a Sefaz a irá repassar a relação dos inadimplentes ao Ministério Público para a instauração de procedimentos administrativos. Até o oferecimento da denúncia, caso os devedores resolvam mediar um acordo para o pagamento das dívidas, poderá ser extinta a punição por sonegação fiscal.

Pela Lei 8.137/90, que trata dos crimes contra a ordem tributária, alerta o MP-MA, a pena prevista nestes casos é de detenção de seis meses a dois anos, e mais multa.

Candidatos que foram aprovados no curso da PM realizam nova manifestação em São Luís

Os candidatos que foram aprovados no curso de formação da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e depois foram dispensados, realizaram nesta sexta-feira (29) uma passeata em algumas ruas do centro de São Luís. Mais de 1,8 mil candidatos foram aprovadas pelo concurso realizado em 2017, mas nunca foram nomeados.

Com faixas, a ajuda de um carro de som, os manifestantes gritaram palavras de ordem e cantaram o Hino Nacional Brasileiro durante todo o percurso. A manifestação começou pela rua Rio Branco, em seguida passou pela Avenida Beira-Mar e por fim, os candidatos pararam em frente ao Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão.

Desde o início da semana os candidatos estão fazendo diversas manifestações para tentar chamar a atenção do governo estadual. O grupo continua acampado na Praça Pedro II, no centro de São Luís. Sem muita estrutura, os manifestantes colocaram alguns colchões infláveis que são usados para descansar, já que eles foram proibidos de montar barracas.

Os manifestantes alegam que fizeram o curso de formação para serem soldados da PM, receberam o contracheque de servidores públicos, mas hoje são considerados pelo Governo do Estado como oficiais do cadastro de reserva. Mas, segundo o sistema do ‘Portal do Servidor’ eles aparecem como exonerados. Mais de 1.860 pessoas aguaram a contratação definitiva.

Site 'Portal do Servidor' alega que os candidatos aprovados no concurso da PM do Maranhão estão exonerados. — Foto: Reprodução/TV MiranteNo início da semana, governo do Maranhão informou por meio de nota, que os candidatos só deixaram de receber a bolsa mensal que custeava a dedicação ao curso e que não foram exonerados.

Clebson da Silva é natural do município de Estreito, localizado a 750 km de São Luís e depois que foi aprovado no concurso da PM, ele pediu demissão do emprego para se dedicar ao curso de formação de oficiais. Sem a convocação, ele alega que está enfrentando muitos problemas financeiros.

“Há um ano estamos desempregados e não conseguimos encontrar emprego, porque ninguém quer contratar uma pessoa que foi exonerada. Eu tenho meu filho de seis anos e me emociona, todo dia ele perguntar: “papai, o senhor não era para ser polícia?”, disse.

Por meio de nota, o governo do Maranhão disse que se reuniu com o grupo na terça-feira (26) e que as nomeações foram feitas de acordo com o número de vagas divulgados no edital do concurso. Segundo o governo, os aprovados em cadastro de reserva serão chamados conforme a disponibilidade financeira e de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal.Os candidatos alegam que tiveram que deixar seus empregos para se dedicar ao curso de formação de oficiais, mas nunca foram chamados para ocupar os cargos. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Fonte: G1MA

TCE realiza levantamento da Receita Própria dos municípios maranhenses

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão está realizando o levantamento operacional da Receita Própria dos municípios maranhenses. A informação foi divulgada pela assessoria da Corte, nessa segunda-feira 25.

Segundo a publicação, a atividade de auditoria tem como principais objetivos avaliar a administração tributária e os sistemas de arrecadação municipais para apontar possíveis falhas e sugerir ações que aprimorem a gestão fiscal; verificar o cumprimento do artigo 11 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que pode resultar em maior eficácia na arrecadação dos recursos próprios e na gestão fiscal; e informar sobre a possibilidade de solicitação de assistência técnica ou realização de cooperação financeira junto à União com vistas ao cumprimento das normas, conforme determina o artigo 64 da LRF.

A conclusão do levantamento operacional da Receita Própria permitirá ao TCE-MA ter acesso a dados precisos sobre esse segmento da administração pública que possibilitarão à instituição, entre outras medidas, adotar ações no sentido de orientar as gestões municipais no processo de melhoria da estrutura administrativa tributária e de arrecadação, fator que pode reduzir a dependência dos repasses oriundos do Estado e da União.

A metodologia escolhida para a realização do levantamento foi a pesquisa documental, que foi feita a partir da análise da prestação de contas dos municípios, tendo como referência os exercícios financeiros de 2015, 2016 e 2017.

Foram aplicados também questionários via internet e realizados estudos de caso com inspeções locais em alguns municípios. No processo de conclusão dos trabalhos podem ser feitas também fiscalizações decorrentes de representações originadas na Corte de Contas estadual.

De acordo com os auditores do TCE-MA que atuam no levantamento, a ação se justifica em razão do cenário de restrições orçamentárias que afetam os municípios brasileiros, além de outros pontos como combater os baixos indicadores sociais do Maranhão; atenuar a crise fiscal dos municípios e colaborar para a gestão qualificada e eficiente dos valores arrecadados.

O levantamento das Receitas Próprias dos municípios maranhenses deve ser concluído no mês de maio.

Fonte: Atual7

Justiça Federal ouvirá testemunhas em ação de improbidade contra Leonardo Sá

O juiz federal Lino Osvaldo Serra Sousa Segundo, da 6ª Vara Federal da Seção Judiciária do Maranhão no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, determinou na semana passada a expedição de nova carta precatória à Comarca de Pinheiro para oitivas das testemunhas de defesa na ação de improbidade administrativa ajuizada contra o deputado estadual Leonardo Sá (PR).

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), autor da ação, o parlamentar é suspeito de enriquecimento ilícito. Ele teria acumulado indevidamente cargos e vencimentos, no período de 2009 a 2012, mediante informação falsa prestada perante o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), gerando prejuízo ao erário federal.

À época, Sá era vereador de Pinheiro, e teria embolsado cumulativamente remuneração da Câmara e da Prefeitura do município, além dos vencimentos da autarquia previdenciária como médico-perito.

“Com base nas provas colhidas em sede de inquérito civil, a ação imputa ao réu conduta comissiva ardilosa de prestar informação falsa ao INSS, órgão no qual possuía vínculo estatutário, para fins de perceber vantagem indevida em grave prejuízo ao erário federal no valor histórico de R$ 428.877,68 (quatrocentos e vinte e oito mil e oitocentos e setenta e sete reais e sessenta e oito centavos). Tais condutas acima narradas configuraram prática de atos ímprobos tipificados como enriquecimento ilícito (art. 9º, caput, da Lei 8.8.429/1992) e violação a princípios da administração pública (art. 11, caput e inciso I, da Lei nº 8.429/1992)”, diz o MPF.

A ação civil de improbidade administrativa já dura mais de cinco anos.

Fonte: Atual7

Aprovados no concurso da PM acampam em frente ao Palácio dos Leões

Um pequeno grupo de aprovados no concurso da Polícia Militar do Maranhão decidiu acampar em frente ao Palácio dos Leões para cobrar do governador Flávio Dino (PCdoB) nomeação para os cargos de soldado.

Eles alegam que o governo aprovou 3 mil no Curso de Formação de Soldados, mas chamou apenas 1,2 mil.

“Somos 1800 soldados formados pela Polícia Militar do Maranhão e estamos desempregados porque o governador do Flávio Dino realizou um Curso de Formação da Polícia Militar com 3.000 alunos, nomeou 1.200 e deixou o restante sem nem mesmo um cronograma. Pais e mães de família que largaram tudo para seguir o sonho de se tornar Policial Militar. Gastaram com viagens, exames médicos e custos durante o CFSD. Muitos estão passando necessidade pois venderam tudo que tinham”, destacou um deles, em contato com o blog.

Segundo o governo, de fato, houve edital apenas para chamada imediata de 1.214 soldados. O restante ficou no cadastro de reserva.

Fonte: Gilberto Léda

Estado é condenado a indenizar moradores que tiveram casa invadida por policiais

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) condenou o Estado do Maranhão a indenizar em R$ 50 mil reais, os moradores de uma residência que tiveram o imóvel invadido por engano durante uma ação realizada pela Polícia Militar em setembro 2014, em São Luís.

Ao invadir a casa, os moradores relataram que os policiais danificaram o portão acesso principal e a porta da residência, e ainda causaram desordem no interior do imóvel justificando que estavam cumprindo um mandado de busca e apreensão. Ao realizar a assinatura do mandado, o proprietário da casa verificou que o endereço que constava nos documentos não era o dele.

De acordo com a ação, os moradores da residência se sentiram humilhados com a situação. Com isso, o juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Luís condenou o estado ao pagamento da indenização, que corresponde a R$ 50 mil, sendo R$ 10 mil para cada um dos autores. Além disso, o Estado foi condenado a pagar uma multa de R$ 450 reais por danos materiais.

Segundo o desembargador José Ribamar Castro, não houve por parte dos agentes o cumprimento devido da ordem judicial, uma vez que nenhuma das pessoas que morava na casa tinha o nome nos documentos expedidos.

Fonte: G1MA

Recadastramento biométrico será obrigatório em mais 10 cidades no MA

Os eleitores das cidades de Governador Eugênio Barros, Senador Alexandre Costa, São Domingos do Maranhão, Graça Aranha, Fortuna, Governador Luiz Rocha, Bernardo do Mearim, Trizidela do Vale, São Raimundo do Doca Bezerra e São Roberto serão obrigados a realizar o recadastramento biométrico nos próximos meses.

De acordo com Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) os equipamentos de informática, o suporte técnico e operacional serão cedidos pelo órgão assim como capacitar os servidores cedidos para a atividade, dar material de consumo e de limpeza, promover a divulgação e adequar as instalações elétricas e lógicas dos locais cedidos pelas Prefeituras dos municípios contemplados.

Já as prefeituras se comprometem em ceder espaço para instalação do posto de atendimento da Justiça Eleitoral, além de pessoal, conservar pela limpeza do posto, vigilância, link de internet, mobília e apoio à divulgação.

O presidente do TRE, desembargador Cleones Cunha, alertou que o eleitor que não realizar o recadastramento biométrico obrigatório terá o título cancelado, motivo pelo qual pediu apoio para estimular os eleitores a comparecerem à ação, visto que no ano que vem é de eleição municipal e nenhum dos presentes gostaria de perder número de eleitorado.

Fonte: G1MA

Resolução da Alema proíbe nomeação de pessoas condenadas por violência contra a mulher

A Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) emitiu uma resolução que proíbe, no âmbito da Alema, a nomeação de pessoa condenada por violência doméstica e familiar contra a mulher.

A determinação passou a valer no dia 21 de março e vale para nomeações em cargos efetivos ou comissionados, assim como a prestação de serviços, nos termos da Lei Federal nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. A lei trata de mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.Resolução da Alema que trata sobre a proibição de nomeações de pessoas com histórico de violência contra a mulher — Foto: Divulgação

Fonte: G1MA

Prefeito de Bom Jardim é alvo de mais um pedido de afastamento do cargo pelo Ministério Público

O Ministério Público do Maranhão ajuizou na última quinta-feira, 21, mais um pedido de afastamento do prefeito de Bom Jardim, Francisco Alves de Araújo, do cargo. Desta vez, o requerimento teve como base uma Ação Civil Pública (ACP) por improbidade administrativa, proposta em novembro de 2017, devido a irregularidades em um processo seletivo para contratação temporária de 733 servidores municipais.

De acordo com depoimentos de candidatos inscritos e até de um vereador de Bom Jardim, o seletivo foi utilizado como meio para empregar pessoas indicadas pelo gestor e por aliados políticos.

Em apenas dois anos e três meses, o prefeito já foi alvo de cinco Ações Civis Públicas do MPMA. Em 2017, foi afastado por conta do seu envolvimento num esquema que ficou conhecido como a “Máfia dos Combustíveis”, por meio do qual o prefeito comprava apoio político abastecendo veículos particulares de seus aliados. Ele só retornou ao cargo por decisão do Tribunal de Justiça.

Em outras duas ações, a Promotoria de Justiça de Bom Jardim também requereu que Francisco Alves de Araújo fosse afastado. Ambas tratam da contratação ilegal de uma empresa para serviços de transporte escolar e aluguel de veículos.

Segundo o promotor de justiça Fábio Santos de Oliveira, além das irregularidades na própria realização do seletivo de 2017, durante as investigações foram identificados vários casos de funcionários que não desempenham suas funções na Prefeitura, mas são remunerados regularmente pelos cofres do município.

Ainda de acordo com o membro do Ministério Público, as contratações irregulares continuaram em 2018 e em 2019. Em depoimentos, dois vereadores de Bom Jardim – Adalvan Andrade e Antônio Gomes da Silva – relataram que o prefeito ofereceu a cada parlamentar que lhe apoia 40 vagas de emprego na Prefeitura.

Além disso, o ex-secretário de Saúde Silvano de Andrade declarou que o seletivo foi forjado, “pois não foi realizada nenhuma análise de currículos, e os contratados foram previamente escolhidos pelo prefeito”.

“MEDIDA IMPRESCINDÍVEL”

Para Fábio Santos de Oliveira, o afastamento do gestor é essencial para a garantia da ordem e a preservação do patrimônio público. “O afastamento do prefeito de Bom Jardim é medida imprescindível à instrução processual, visto que, conforme restou devidamente comprovado nos autos, ele pratica, reiteradamente, atos de improbidade que causam prejuízo ao erário”, argumentou.

Rachadura no asfalto sobre ponte do Rio Maracaçumé na BR 316 chama atenção de motoristas.

Os maracaçumeenses estão atentos aos riscos que as rachaduras no asfalto sobre a ponte do Rio Maracaçumé podem causar,e chamam atenção para problemas que podem ser evitados se as autoridades realizarem serviços de recuperação do asfalto imediatamente. 
Uma rachadura que corta as duas vias sobre a ponte no asfalto, que era simplória, nesta segunda feira (25) amanheceu maior e mais perigosa. Além disso, é relevante frisar que é o no mesmo local de uma das emendas da ponte. 
Sem nenhum laudo técnico fica difícil dizer se a rachadura afeta a estrutura da ponte, no entanto é fácil constatar que já oferece risco a quem passa por ali todos os dias, pois a rachadura começa a se transformar em um buraco.
Fonte: Fernando Nascimento

Chuvas causam deslizamentos em áreas de risco em São Luís

 
Com o aumento das chuvas na Região Metropolitana de São Luís também aumentam os deslizamentos nas áreas de risco na capital.
Como é o caso do bairro Sá Viana, situado na área Itaqui-Bacanga, onde os moradores da Rua Militana Ferreira já sentem os reflexos da chuva, pois no local houve um deslizamento de terra e muitas residências estão ameaçadas.
Além disso, a Rua Militana Ferreira desmoronou e partiu ao meio com a forte chuva ocorrida no domingo (24). De acordo com os moradores, a Defesa Civil esteve ainda no domingo no bairro e já iniciou com um planejamento a fim de evitar novos deslizamentos.
Os moradores afirmam que ficaram assustados quando a rua veio abaixo. Os residentes dizem que durante a chuva a enxurrada invade o local e não há um sistema de escoamento para a chuva, e por conta da força da água a rua começou a rachar e com isso parte da rua veio abaixo.
Os moradores que viviam próximo de onde a rua partiu já foram retirados por uma equipe da Defesa Civil. Além disso, o Corpo de Bombeiros também esteve presente no bairro Sá Viana e na localidade retirou uma moradora que há poucos dias tinha dado a luz e por questão de segurança foi remanejada para evitar que ela sofresse algum acidente.
Por conta do corte de parte da rua um poste de iluminação pública caiu, mas não há risco de choque elétrico porque foi interrompida o fornecimento de energia.
De acordo com o Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) há a possibilidade de fortes chuvas para São Luís nas próximas horas. Nas últimas 24 horas, foram registrados 217 milímetros de água, que representa metade do que estava previsto para todo o mês de março na capital.

Investigação contra Victor Mendes por dano de R$ 4,8 mi vai para Central de Inquéritos

Tramitará na Central de Inquéritos e Custódia de São Luís o procedimento investigatório criminal instaurado contra o ex-deputado federal Victor Mendes, por dano de R$ 4,8 milhões ao erário estadual.

As investigações corriam no Supremo Tribunal Federal (STF), mas foram encaminhadas para a primeira instância em razão da perda de foro privilegiado de Victor Mendes. Ele é acusado de irregularidades cometidas à época em que comandava a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), também atuando como ordenador de despesas.

O ex-parlamentar ainda tentou recurso no Pleno do Tribunal de Justiça do Maranhão, para que o procedimento pudesse tramitar em segunda instância por ele ter sido secretário de Estado, mas o provimento foi negado pela unanimidade dos desembargadores da Corte estadual, no último dia 13, por o foro não ser vitalício.

A acusação contra Victor Mendes tem por base auditoria especial da Secretaria de Estado de Transparência e Controle (STC), criada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), no primeiro mandato do comunista.

Numa devassa da STC na SEMA, no Fundo Especial do Meio Ambiente (FEMA) e no Fundo Estadual das Unidades de Conservação (FEUC), foram constatadas diversas irregularidades em contratações, execuções e pagamentos feitos pela gestão do ex-deputado federal, no período de 1º de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2014.

As irregularidades em contratos e pagamentos envolvem as empresas Tramitty Serviços Ltda. – EPP e MS Informática e Consultoria, conhecida no mercado como Shap Consul. Ainda segundo a STC, durante o período auditado, foram encontradas irregularidades em diárias e adiantamentos.

À Central de Inquéritos e Custódia, caberá processar e decidir sobre as investigações da Polícia Civil maranhense, que assume a responsabilidade apuratória já bastante avançada pela Polícia Federal (PF). Em eventual oferecimento de denúncia pelo Ministério Público do Maranhão contra Victor Mendes, a unidade encaminhará os autos a uma das varas criminais da capital, mas podendo antes disso decretar medidas cautelares necessárias.

Fonte: Atual7

Riacho transborda e interdita a BR 222 próximo a Açailândia/MA

O problema é antigo e sempre ocorre quando as chuvas caem acima do nível normal. Os condutores aguardam as águas baixarem e a retirada da lama para prosseguir viagem.
Na madrugada deste sábado (23), 63 quilômetros antes da cidade de Açailândia, próximo a localidade Novo Bacabal e ao município de Bom Jesus das Selvas/MA, a ponte sobre o rio Cacau foi invadida pelas águas e acabou deixando muita lama sobre a ponte impedindo o fluxo de veículos no local e formando uma longa fila nos dois sentidos.
O evento acontece quando o nível das chuvas é acentuado e o riacho não suporta a grande quantidade de água.
Chuva e alagamentos na BR 135
Na manhã deste sábado, no km 1,8 da BR 135, sentido decrescente da rodovia, próximo a Vila Itamar, em São Luís, o entupimento de um bueiro provocou alagamento na pista deixando o transito muito lento no local. Ao longo dos 24 quilômetros da via dentro da Ilha de São Luís a BR apresenta vários trechos com alagamentos, todos verificados quando as precipitações pluviométricos são elevadas, o que às vezes dificulta o tráfego dos veículos.
Fonte: PRF

BR-316 ameaça se romper nas próximas horas, em trecho próximo a Boa Vista do Gurupi

Assim como no trecho entre Zé Doca e Araguanã, o trecho da BR-316 nas proximidades de Boa Vista do Gurupi ameaça se romper a qualquer momento devido a força com que as chuvas tem se intensificado.
O DNIT já foi acionado e se encontra ciente do que está acontecendo, devendo providenciar em caráter emergencial medidas paliativas para evitar a ruptura total do acesso.
Fonte: AcidadedeVerdade

Escola de taipa desaba e alunos ficam sem aula em Monção

A unidade escolar que era feita de taipa não resistiu as fortes chuvas e desabou. Segundo o vídeo abaixo, até o momento, nem a Prefeitura e nem representantes do governo foi até o local para averiguar a situação.
Os alunos estão sem aula por conta do incidente.
Nas imagens também é possível que a escola não oferecia qualquer tipo de segurança ou conforto aos estudantes. Um absurdo!

Chuva causa alagamentos, queda de muros e deslizamento em São Luís

A chuva forte registrada neste domingo (24) causou estragos e alagamentos em vários pontos em São Luís.

Na Avenida Jerônimo de Albuquerque, o alagamento na via causou transtornos para os motoristas que passavam em frente ao Terminal de Integração da Cohab/Cohatrac.

No bairro Redenção, na região do Filipinho, o muro de uma residência desmoronou durante a forte chuva na madrugada.Muro de residência desmorona após forte chuva. — Foto: Divulgação/ Nelson Melo

Na Avenida São Marçal, no bairro do Filipinho, o muro da antiga Associação dos Servidores da Fazenda do Estado do Maranhão (ASFEM) desabou em cima de um veículo.Muro da antiga Associação dos Servidores da Fazenda do Estado do Maranhão (ASFEM) desaba em cima de veículo — Foto: João Ricardo/ G1 Maranhão

No bairro Sacavém, a chuva causou um deslizamento na rua São Luís que resultou no desmoronamento de uma residência que atingiu outras residências próximas.

O Presidente da União de Moradores do bairro do Sacavém, Daniel Almeida, explicou que o deslizamento ocorreu no início da manhã e a residência que desmoronou não era habitada, mas uma residência em baixo foi atingida deixando duas pessoas feridas. As vítimas sofreram algumas lesões e foram encaminhadas para o Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), mas não correm risco de vida.

“Essa área é uma área de risco e nós enquanto moradores já fizemos solicitações ao Poder Público Municipal para que fosse feito um serviço mais sério porque não há sinalização nessa área. Já caiu um carro, em outro período caiu duas motocicletas e em uma dessas vezes que caiu ficaram duas pessoas feridas e uma delas morreu”, afirmou.

A Defesa Civil, a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) estiveram no local e prestaram socorro as vítimas. No total, cinco moradias foram interditadas.Residências foram atingidas em deslizamento no bairro Sacavém. — Foto: Douglas Pinto/ TV Mirante

Na Estrada de Ribamar, o rio Paciência transbordou causando um grande congestionamento. Até o momento os veículos no sentido Maiobão e São José de Ribamar buscam alternativas para chegar em São Luís. O transporte público não está trafegando pela região.

No centro histórico de São Luís, na rua Jacinto Maia um casarão desabou no início da manhã após fortes chuvas.

A nova sede da Instituição Antônio Bruno também teve problemas com a chuva. O muro caiu causando alagamento no consultório odontológico, brinquedoteca e quartos. Alguns dos materiais de construção do local foram perdidos.

Chuva causa estragos em obra de nova sede da instituição Antônio Bruno — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Fonte: G1MA

MP e Polícia Civil cumprem mandados de busca e apreensão no Maranhão

Procuradoria Geral do Ministério Público do Maranhão — Foto: Divulgação/MPMAO Ministério Público do Maranhão (MPMA) e a Polícia Civil cumpriram nesta quinta-feira (21) mandados de busca de apreensão em escritórios da empresa Promotora Bom Jesus nos municípios de Timbiras e Coroatá. A operação investiga a contratação irregular de empréstimos para idosos.

As buscas comandadas também pela Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) também foram realizadas na residência dos proprietários da empresa, identificados como Francinete de Sousa Dantas e Francisco Alves Pereira e de uma funcionária, Samara da Silva dos Santos. Foram apreendidos cartões bancários, computadores, celulares, contratos de empréstimos e documentos pessoais.

De acordo com as investigações, os envolvidos realizaram nos meses de agosto a dezembro de 2018, empréstimos financeiros em nome de pessoas idosas, com desconto na conta-corrente e sem autorização das vítimas. O dano estimado corresponde a mais de R$ 65 mil.

Os suspeitos se aproveitavam do interesse dos idosos em obter informações sobre possível empréstimo, para efetivar o negócio sem que as vítimas autorizassem. Com isso, Francisco e Samara acompanhavam os idosos às agências bancárias ou postos de atendimento do banco Bradesco e do Brasil, alegando que as vítimas teriam direito de sacar determinada quantia.

Ao utilizar os caixas eletrônicos para contratar empréstimos na modalidade Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e consignados, além da utilização do limite do cheque especial, realização de aplicações financeiras e títulos de capitalização vinculados às contas bancárias das vítimas. Assim que os créditos eram disponibilizados, os suspeitos sacavam e transferiam a maior parte dos valores para suas próprias contas.

Segundo as investigações, as vítimas acreditavam que as quantias se tratavam de benefícios concedidos pelos bancos. A maioria dos lesados são analfabetos e com pouca escolarização, foram surpreendidas ao perceber o comprometimento integral das suas aposentadorias causadas pelo golpe.

A operação teve como base o inquérito civil instaurado pela Promotoria de Justiça da Comarca de Timbiras, após denúncias das vítimas. Após a descoberta do golpe, o MPMA também requereu o bloqueio dos valores das contas bancárias dos investigados, que foram deferidos pela Justiça do Maranhão.

Fonte: G1MA

Ministério Público requer o afastamento do prefeito de Bom Jardim por improbidade administrativa

Francisco Alves de Araújo é o atual prefeito de Bom Jardim — Foto: Reprodução/TV MiranteA Promotoria de Justiça de Bom Jardim solicitou, em 13 de março, que a Justiça determine o afastamento do prefeito Francisco Alves de Araújo do cargo de prefeito. O pedido foi feito com base em uma Ação Civil Pública (ACP) por improbidade proposta em novembro de 2018, que trata de irregularidades em um contrato para aluguel de veículos para a Prefeitura.

Após a proposição da ACP, a Promotoria teve acesso a novas informações, como a de que três veículos adesivados com a logomarca da atual gestão de Bom Jardim estariam abandonados em um posto de combustíveis em Santa Inês, em março de 2019. Os veículos haviam sido adquiridos em setembro e outubro de 2018 mas só foram entregues um dia depois do promotor de justiça Fábio Santos de Oliveira visitar o local em que os dois carros de passeio e uma ambulância estavam guardados.

“Enquanto tais veículos permaneciam sem serem entregues ao Município de Bom Jardim, o atual prefeito, em vez de exigir o imediato cumprimento da obrigação da empresa contratada, preferiu continuar com os contratos de locação de veículos em Bom Jardim, pertencentes a seus aliados políticos”, observa Fábio de Oliveira.

O promotor de justiça observa, também, que o contrato com a empresa R.L. de Farias EPP, alvo da Ação Civil Pública de 2018, tinha vigência de junho a dezembro de 2017. Os depoimentos, notas fiscais e comprovantes de pagamento, no entanto, demonstram que “houve uma ilegal prorrogação automática do referido contrato para o ano de 2018”.

O Ministério Público do Maranhão também verificou que os veículos pelos quais o Município de Bom Jardim pagou R$ 178 mil não eram, de fato, zero km. Os três veículos foram adquiridos, inicialmente, pela empresa F V da Silva Eireli que os repassou, após quatro meses, à R V da Silva Eireli, contratada pela Prefeitura. A segunda empresa ainda levou cerca de um mês para transferir os automóveis para o Município. A ambulância adquirida, por exemplo, foi entregue com 1.900 km rodados.

“Será que alguém em sã consciência pagaria o valor de novo a um veículo com cinco meses de uso, sendo o terceiro proprietário?”, questiona o promotor de justiça autor da Ação.

Diante de tais fatos, o prefeito Francisco de Araújo não apresentou resposta às diversas requisições feitas pelo Ministério Público. A situação se repete desde a proposição da ACP inicial, quando foram solicitadas várias informações sem que houvesse retorno da gestão municipal. Para o promotor Fábio de Oliveira, “isso demonstra a nítida intenção do prefeito de obstaculizar a instrução processual”, o que justificaria o seu afastamento do cargo, conforme prevê o artigo 20 da lei n° 8.429/92.

ENTENDA O CASO

A Promotoria de Justiça de Bom Jardim ajuizou, em 28 de novembro de 2018, Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito do município, Francisco Alves de Araújo, e outras cinco pessoas, entre as quais servidores públicos e um empresário, devido a irregularidades cometidas num processo licitatório para aluguel de veículos.

O procedimento licitatório , oriundo do pregão 020/2017, tratava da locação de veículos para a Prefeitura de Bom Jardim no valor de R$ 1.026.618,32. Saiu vencedora do processo a empresa RL de FARIAS EPP, de propriedade de Roberto Lima de Farias. Tanto a empresa como o seu proprietário são acionados pelo Ministério Público.

Também figuram como réus Neudivan de Jesus Silva, conhecida como “Roberta”, secretária de gabinete do prefeito de Bom Jardim; Ayrton Alves de Araújo, secretário de Administração e Finanças da Prefeitura de Bom Jardim; Rossini Davemport Tavares Júnior, presidente da Comissão Permanente de Licitação (CPL) e pregoeiro; e João Batista Mello Filho, pregoeiro substituto.

IRREGULARIDADES

Após parecer da Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça, que apontou uma série de irregularidades na licitação, o promotor de justiça de Bom Jardim, Fábio Santos de Oliveira, concluiu que o “edital, a sessão presencial e os demais atos do pregão 020/2017 são manifestamente ilegais, pois descumpriram a legislação pátria, ferindo os princípios norteadores do Direito Administrativo, proporcionando o enriquecimento ilícito de uma empresa que não possuía capacidade técnica para exercer os objetos dos contratos”.

Entre as principais ilegalidades observadas pelo Ministério Público, destacam-se a restrição ao caráter competitivo da licitação, uma vez que não foram fixados no edital os locais, horários e formas de acesso para comunicação a distância aos interessados em esclarecer dúvidas sobre o processo; o edital impôs também que o acesso ao edital só poderia ocorrer na sede da Prefeitura de Bom Jardim; não houve publicação do resumo do edital na internet e nem do resultado do pregão, conforme preconiza o Decreto Federal nº 3.555/2000.

Além disso, a CPL da Prefeitura de Bom Jardim desclassificou as empresas Projex Construções e Locações, Marcopolo Empreendimentos e Serviços e B.A. Construções Empreendimentos e Serviços sem especificar as razões na ata de sessão do pregão.

Para o Ministério Público, a empresa vencedora do certame – RL de FARIAS EPP – deveria ter sido inabilitada, o que tornaria a licitação fracassada, uma vez que a mesma não cumpriu o disposto no item 11.1.4.b do edital, o qual dispunha que a licitante deveria apresentar Certificados de Registro de Licenciamento de Veículos (CRLV) referentes a, no mínimo, 40% dos veículos a serem alugados pela Prefeitura, os quais deveriam estar em nome da empresa.

Na ação, o promotor de justiça Fábio Santos de Oliveira observa que, mesmo ciente das ilegalidades, o prefeito de Bom Jardim celebrou o contrato com a empresa RL FARIAS, em 2 de junho de 2017.

Nas investigações, o MPMA constatou, ainda, que alguns proprietários de veículos sublocados pela vencedora da licitação foram obrigados a transferir a titularidade desses bens para a RL FARIAS, sem receber qualquer valor pela transação. “O objetivo dessa ilegal simulação era possibilitar que a empresa-ré, mesmo que de forma extemporânea, atingisse o índice de 40% dos veículos locados para a Prefeitura, cláusula abusiva inserida no edital”, afirma o promotor.

Para o membro do Ministério Público, a licitação foi de fachada. “Utilizada pelo prefeito para tentar dar legalidade ao desvio de recursos públicos por intermédio de supostas locações de veículos, realizadas diretamente por funcionários da Prefeitura”, acrescenta.

MP exige transparência de Prefeitura e Câmara de Vereadores de Porto Rico do Maranhão

Mapa Porto Rico do MaranhaoPor meio de pedido de liminar em Ações Civis Públicas, ajuizadas no último dia 13 de março, o Ministério Público do Maranhão requereu que a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de Porto Rico do Maranhão sejam obrigadas a implantar efetivamente, no prazo de 20 dias, os seus Portais da Transparência.

Ajuizadas pelo promotor de justiça Thiago de Oliveira Costa Pires, da Comarca de Cedral, da qual Porto Rico do Maranhão é termo judiciário, as ações visam obrigar o Executivo e Legislativo municipais a se adequarem às Leis de Responsabilidade Fiscal, no que se refere à transparência na administração pública, e de Acesso à Informação (nº 12.527/2011).

As ações civis requerem, ainda, que em caso de descumprimento sejam fixadas multas diárias no valor de R$ 1 mil até o limite de R$ 200 mil, que deverão ser pagas pela prefeita de Porto Rico, Tatyana Mendes Sereno, e pelo presidente da Câmara, Valdir de Jesus.

Por meio de procedimento administrativo, instaurado em novembro de 2018, a Promotoria de Justiça de Cedral verificou que os dados lançados pela Prefeitura de Porto Rico do Maranhão em seu Portal da Transparência eram completamente insuficientes e que a Câmara sequer dispõe de site institucional e tampouco do Portal da Transparência.

Diante do quadro foram encaminhadas Recomendações aos representantes dos dois poderes para que regularizassem os portais. No caso da Câmara, foi concedido o prazo de 30 dias para a implantação da ferramenta prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal e na Lei de Acesso à Informação. Contudo, não houve resposta.

Já o Executivo alegou estar com o Portal da Transparência atualizado devido a uma declaração do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) nesse sentido. No entanto, conforme o Ministério Público, somente uma parte dos dados estão disponibilizados. Dos 60 itens que devem constar, observou-se o cumprimento de 28 no site da Prefeitura, o que equivale a 46% das exigências de transparência prescritas nas leis. “A regularidade atestada pelo TCE diz respeito apenas ao caráter contábil, o qual interessa diretamente à atribuição do tribunal”, ponderou o promotor de justiça.